Roma

Ana Marcela Cunha e Fernando Possenti lançam o projeto Sucessores Aquáticos

Dupla cria projeto que contempla a Escola de Maratona Aquática e o Circuito Nadar pelo Brasil buscando alavancar a modalidade

23/06/2020 - Katarine Monteiro

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Ana Marcela Cunha - Foto:  Satiro Sodré
Ana Marcela Cunha - Foto:  Satiro Sodré

Ana Marcela Cunha - Foto: Satiro Sodré

Ana Marcela Cunha - Foto: Satiro Sodré

Ana Marcela Cunha, principal nome das águas abertas no Brasil atualmente, lançou na última semana ao lado do técnico Fernando Possenti o projeto Sucessores Aquáticos. Esta ação social contemplará a Escola de Maratona Aquática e o Circuito Nadar pelo Brasil.

Criada com metodologia própria, a Escola de Maratona Aquática é uma iniciativa para popularizar a modalidade e aplicará a metodologia Possenti&Cunha, idealizada por Possenti. O projeto terá uma plataforma digital e os primeiros contatos serão iniciados em breve buscando potenciais interessados.

“A ideia surgiu há pouco mais de um ano atrás, durante uma reunião da equipe de gestão de carreira da atleta, quando, num momento de descontração começamos a pensar em novos desafios para o futuro (pós-olimpíadas).Aos poucos, começamos a colocar os itens no papel e decidimos trabalhar em cima deles”, comentou George Cunha, gestor, do projeto e pai de Ana Marcela.

Logo do Projeto Sucessores Aquáticos – Foto: Reprodução

A intenção é fazer convênios com prefeituras, academias, clubes e escolas públicas e privadas para aplicação da metodologia. “A simples notícia do futuro lançamento já nos trouxe uma surpresa muito positiva, são inúmeros os contatos em busca de informações, desde pessoas de comunidades que possuem piscina com dimensões reduzidas a representantes de academias, clubes, federações e escolas. Nos próximos dias estaremos disponibilizando os canais específicos de contato para respondermos a todos satisfatoriamente. Basicamente será uma opção para quem já pratica natação e quer experimentar a modalidade”, disse George.

E ele completa: “Ana Marcela, de certa forma, sente a necessidade de retribuir o que a maratona aquática lhe deu de bom em toda sua vida de atleta e como ser humano, enquanto Possenti vê a chance do surgimento de novos campeões, desenvolvendo e mantendo o Brasil como potência olímpica de respeito e reconhecimento mundial na modalidade”, afirmou George.

O Circuito “Nadar pelo Brasil” terá a sua primeira temporada em 2020/2021, seguindo as regras da Federação Internacional de Natação (FINA). A prova de abertura tem previsão para ser em setembro com a a Travessia Internacional Bacia do Tocantins, com apoio da Federação Aquática do Estado de Tocantis (FAETO). Isso, se a pandemia causada pelo COVID-19 estiver controlada.

A competição tem mais outra etapa já aprovada: a Travessia Internacional Baía de Todos os Santos, em parceria com o Yacht Clube da Bahia, em dezembro em Salvador. O circuito terá ainda mais quatro provas que não têm datas confirmadas: Travessias Internacionais Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, Baía de Florianópolis, em Santa Catarina, Lago Paranoá, em Brasília e Baía de Santos, no litoral paulista.

Fernando Possenti e Ana Marcela Cunha – Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Ana Marcela será presença confirmada em algumas  etapas e as usará como treinamento. “Pretendo nadar as que os meu calendário permitir e utilizá-las como treinamento. As do fim do ano, conforme estejam as coisas, pretendemos fazer um desafio, trazendo uma estrangeira de nível mundial”, disse a nadadora.

O Circuito Nadar pelo Brasil terá também uma preocupação com o meio-ambiente. Serão realizadas parcerias com órgãos ambientais e ainda será implantada a obrigatoriedade de utilização de copo ou garrafa biodegradável na alimentação dos atletas. Cada etapa terá provas para todos os níveis: de kids até master, passando pela elite. Os vencedores  terão premiações e as cidades que irão receber os eventos terá palestras sobre temas relacionados à maratona aquática.

A seis vezes eleita melhor atleta de águas abertas do mundo, segue sua preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio e comentou sobre o período de treinamentos atual. “Está sendo um período de correria na busca por opções de piscina. Quando o Maria Lenk fechou fui treinar na Marinha, mas depois de um tempo lá também foi suspenso o uso da piscina. Conseguimos viabilizar uma piscina de uso particular, de uso não diário, mas também não por muito tempo. Treinei na piscina do condomínio e por ai vai. Faço atividades físicas com aparelhos na varanda da minha casa”, finalizou Ana Marcela.

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