As provas olímpicas da natação que não existem mais

Ao longo da história algumas provas da modalidade foram realizadas e depois sumiram do programa olímpico; veja quais neste texto

17/09/2020 - Alexandre Pussieldi

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Os anéis olímpicos - Foto: Getty Images
Nadadoras britânicas nos Jogos de Estocolmo-1912 - Foto: Reprodução

Nadadoras britânicas nos Jogos de Estocolmo-1912 - Foto: Reprodução

Os anéis olímpicos - Foto: Getty Images

* Publicado originalmente na Best Swimming no dia 11 de setembro de 2020

Tóquio-2020 vai ser a primeira vez que teremos o mesmo programa de provas para homens e mulheres na história da natação olímpica. Isso vai ser possível com a inclusão das provas dos 800m livre masculino e os 1500m livre feminino, deixando o programa totalmente igual para ambos os sexos. Desde os Jogos de Atlanta- 1996, homens e mulheres já nadam o mesmo número de provas. Agora será as mesmas provas.

Este artigo entretanto, não vai falar das 37 provas do programa da Olimpíada de Tóquio, 18 de cada sexo e a estreia do revezamento 4×100m medley misto, vamos falar das provas que já foram disputadas e desapareceram do programa da natação olímpica.

Os Jogos Olímpicos de 1904, em St. Louis, nos Estados Unidos, foram os únicos disputados em distância de jardas. Com isso, todo o programa de nove provas foi disputado apenas uma vez. Estamos falando das provas de 500, 100, 200, 400, 800 e 1500 livre, 100 costas, 440 jardas peito e a estreia dos revezamentos na natação olímpica com o 4×50 livre. Entre todas estas provas, entretanto, nenhuma chama mais a atenção do que o chamado “mergulho a distância”. A prova chegou a ser popular no século 19 e era uma entrada na água onde o nadador deslizava sem qualquer movimento por 60 segundos, a maior distância era premiada.

Nadadores durante largada dos 100 livre em St. Louis-1904 – Foto: Reprodução

Na primeira edição olímpica, Atenas-1896, uma prova também foi disputada apenas uma vez, os 100m para marinheiros. Coisa de grego, e vencida pelos gregos que tomaram o pódio por completo fazendo os três primeiros lugares na disputa.

Os Jogos de Paris-1900 é uma das edições olímpicas que teve a maior mistura de eventos da história. Na natação, disputada no Rio Sena, não foi diferente. Das sete provas realizadas, cinco não fazem mais parte do programa olímpico:

* 1000m nado livre e 4000m livre, ambas vencidas pelo britânico John Artur Jarvis.
* 200m com obstáculos, prova que tinha três obstáculos, barcos dispostos no trajeto, sendo que os dois primeiros eram para ser ultrapassados por cima e o terceiro por baixo. A vitória foi do australiano Frederick Lane.
* 200m natação por equipe, não é revezamento, é equipe mesmo. Apenas Alemanha e França disputaram, usando várias equipes. Eram quatro séries, cada uma com cinco nadadores, com pontos atribuídos a cada série que tinha aumentado o número de pontos a cada rodada. No final, vitória alemã, e a França ocupando o segundo, terceiro e quarto lugares.

Ethelda Bleibtrey – Foto: Reprodução

As últimas provas que apareceram e desapareceram foram as disputas dos 400m peito que foram realizados nos Jogos de Estocolmo em 1912 e na Antuérpia em 1920.

As mulheres entraram na natação olímpica em 1912. Desde então, apenas uma prova desapareceu do programa feminino. Foi nos Jogos de 1920, na Antuérpia, na prova dos 300m livre. A vitória foi da americana Ethelda Bleibtrey, a estrela daquela Olimpíada com três vitórias. Bleibrey também ficou famosa por ter sido presa no ano seguinte acusada de “nadar nua”. Na verdade, ela apenas havia removido suas meias para treinar, o que para a época, e nos Estados Unidos era proibido.

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Alexandre Pussieldi

Editor-chefe da Best Swimming e colunista da SWIM CHANNEL.

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