Bruno Fratus é novamente vice-campeão mundial nos 50m livre

Brasileiro celebra a medalha de prata, mas afirma que queria ter nadado mais rápido; americanos vencem cinco das seis finais do dia

27/07/2019 - Guilherme Freitas

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Bruno Fratus - Foto:  Satiro Sodré
Bruno Fratus - Foto:  Satiro Sodré

Bruno Fratus - Foto: Satiro Sodré

Bruno Fratus - Foto: Satiro Sodré

Ao deixar a piscina do Centro Aquático Universitário de Nambu em Gwangju, Bruno Fratus estava com um sentimento dúbio. Feliz por mais uma medalha em Mundiais de piscina longa, o seu quarto pódio que o deixa como o segundo maior brasileiro medalhista nesta competição. Mas frustrado pela performance e por saber que poderia ter tido um desempenho melhor

Afinal, os 21s45 que lhe deram a medalha de prata nos 50m livre é seu terceiro melhor tempo nesta temporada e apenas a oitava melhor de toda a carreira. Bruno pretendia fazer a melhor prova de sua vida, nadando na casa de 21s1 ou até 21s0 como ele mesmo disse. O pequeno deslize na hora da chegada também poderia ter lhe rendido um lugar sozinho no pódio, ao invés de ter que dividir a prata com o surpreendente grego Kristian Gkolomeev que segue em constante ascensão.

Bruno Fratus e Caeleb Dressel – Foto: Satiro Sodré

Após a prova, revelou em entrevista ao Sportv que esperava ter ido melhor e que talvez o esforço de ter nadado a final do 4x100m livre no primeiro dia sem treinar especificamente para a prova (e ainda assim tendo a melhor parcial) pode ter pesado. Fato é que ele sabe que para ser campeão olímpico vai precisar ser mais veloz porque Caeleb Dressel mostra-se cada vez mais rápido dentro d’água.

O americano novamente foi o grande destaque do dia, vencendo a prova com novo recorde de campeonato: 21s04. A casa dos 20 segundos se aproxima para Dressel e consequentemente o recorde mundial de Cesar Cielo (20s91) que ele pretende derrubar em breve.

 

Caeleb Dressel – Foto: Satiro Sodré

Dressel confirma favoritismo

Depois de arrasar o recorde mundial de Michael Phelps ontem na semifinal dos 100m borboleta e vencer os 50m livre, Dressel votou para a piscina para seu segundo de três trabalhos na etapa. E novamente obteve sucesso com a segunda melhor marca de todos os tempos na prova: 49s66. Abrindo um corpo de vantagem na metade final, ele até chegou a colar na linha do recorde, porém, cansou e fez o básico para sagrar-se bicampeão mundial nos 100m borboleta. O surpreendente russo Andrei Minakov de apenas 17 anos foi o segundo colocado com 50s83, seguido pelo sul-africano Chad Le Clos que longe de suas melhores condições físicas nadou para 51s16.

 

Revezamento americano 4x100m livre misto – Foto: AP Photo

Dressel completa a trinca do dia

Na última prova do programa de hoje Dressel regressou a piscina para abrir o revezamento 4x100m livre misto. E mesmo cansado conseguiu ser o mais veloz, desta vez recebendo uma enorme pressão de Kyle Chalmers que cresceu muito nos metros finais e por muito pouco não o superou. Resultado 47s34 para Dressel e 47s37 para Chalmers. Até a ultima parcial os americanos sempre estiveram na frente com a Austrália colada. Coube a Simone Manuel fechar com 52s00 de parcial e confirmar um novo recorde mundial para os Estados Unidos: 3min19s40. A Austrália foi prata com 3min19s97 e a França passou os russos na reta final para levar o bronze com 3min22s11.

 

Regan Smith – Foto: Mark Schiefelbein

Regan Smith dominante

O dia era mesmo dos Estados Unidos. Após bater o recorde mundial nas semifinais dos 200m costas Reagn Smith voltou a ser o centro das atenções na final da prova. Dominante o longo de todo o percurso ela praticamente nadou sozinha durante todo o percurso. Com braçadas decididas a tentar um novo recorde ela sentiu na parte final e fechou para 2min03s69, apenas 34 centésimos de seu recorde mundial. A australiana Kaylee McKeown levou a prata com 2min06s26 e na luta pelo bronze melhor para a canadense Kylie Masse com 2min06s62 batendo a italiana Margherita Panziera por apenas cinco centésimos.

 

Katie Ledecky – Foto: AP Photo

Ledecky sofre, mas vence

O quinto ouro dos americanos veio com sofrimento. A Katie Ledecky deste Mundial não e a Katie Ledecky que conhecemos. Doente e fora de suas melhores condições, que a fizeram não competir nos 1500m livre, a americana passou por apuros durante a prova. Dessa vez não foi a algoz dos 400m livre Ariarne Titmus que a pressionou, e sim Simona Quadarella, campeã dos 1500m livre. A italiana chegou a nadar a frente, mas na virada dos 750 metros Ledecky conseguiu tirar o resto de força que tinha para vencer com o tempo de 8min13s58. Alto para os padrões Ledecky. Quadarella foi prata com 8min14s99 e Titmus bronze com 8min15s70, novo recorde australiano.

 

Pódio dos 50m borboleta – Foto: Maddie Meyer/Getty Images

Enfim o primeiro ouro

Até esta sétima etapa Sarah Sjöström não havia subido ao degrau mais alto do pódio neste Mundial. Prata nos 100m borboleta e bronze nos 100m e 200m livre, a sueca garantiu sua primeira medalha de ouro na prova onde é mais dominante: os 50m borboleta. Com 25s02, mais alto em relação as semifinais, faturou o tricampeonato consecutivo na distância. A holandesa Ranomi Kromowidjojo foi prata com 25s35 e a egípcia Farida Osman repetiu o bronze do Mundial passado com 25s47.

 

Sarah Sjöström – Foto: Peter H. Bick

Final com promessa de disputa acirrada

Sarah ainda tem mais uma chance de ouro em Gwangju. Ela passou para a final dos 50m livre com o melhor tempo: 24s05, apenas quatro centésimos mais rápida do que Cate Campbell. Uma final que promete ser eletrizante e muito disputada já que Pernille Blume, Simone Manuel e Ranomi Kromowidjojo estarão no páreo por um lugar no pódio. A brasileira Etiene Medeiros, que poderia estar na semifinal e até na final, foi muito mal na eliminatória terminando apenas na 23ª colocação com 25s26.

 

Guilherme Guido – Foto: Satiro Sodré

Guido fica fora por um centésimo

Cada vez mais focado na distância olímpica dos 100m costas, Guilherme Guido acabou ficando de fora da final dos 50m costas por detalhes. O brasileiro acabou na 9ª colocação geral com 24s87, apenas um centésimo de entrar na finalíssima de amanhã. Mesmo assim foi sua melhor marca este ano. A primeira vaga para a final foi do jovem russo Kliment Kolesnikov com 24s35. Alguns medalhões ficaram de fora como Jeremy Stravious e Mitch Larkin, que nem passou das eliminatórias. Na final

 

Lilly King – Foto: Becca Wyant

Round 3 entre Lilly King e Yulia Efimova

Amanhã teremos mais um duelo entre Lilly King e Yulia Efimova. As arquirrivais lideraram suas séries eliminatórias e se encararam de novo em Gwangju para saber quem será a maior vitoriosa no nado peito feminino. King levou os 100 metros e Efimova os 200. Nos 50 metros o favoritismo é da americana que tem o melhor tempo de 29s84. Efimova marcou 30s12. Mas fique de olho na jovem italiana Benedetta Pilato de apenas 14 anos que com 30s17 quer se intrometer nessa disputa.

 

Logo mais acontece o oitavo e último dia de eliminatórias do Mundial com as provas de 400m medley masculino, 400m medley feminino, revezamento 4x100m medley masculino e revezamento 4x100m medley feminino. As provas tem início a partir das 22h com transmissão do Sportv. Os resultados deste sexto dia de finais já estão disponíveis no site da Omega Timing. Clique aqui para conferir.

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Bruno Fratus Caeleb Dressel Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos Guilherme Guido Gwangju-2019 natacao

Guilherme Freitas

Jornalista sênior da SWIM CHANNEL.

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