Roma

Cesar Cielo: o maior atleta brasileiro em Mundiais

Nenhum outro atleta brasileiro de qualquer modalidade conquistou mais pódios em Campeonatos Mundiais do que velocista

11/12/2018 - Guilherme Freitas

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Cesar Cielo - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Cesar Cielo - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Quando Breno Correia tocou a borda da piscina e superou o italiano Lorenzo Zazzeri por apenas cinco centésimos estava participando de um momento histórico do esporte nacional. Com a confirmação do terceiro lugar e a medalha de bronze assegurada na final do revezamento 4x100m livre, Cesar Cielo (que havia caído na água na parcial anterior a de Breno) tornava-se o maior medalhista brasileiro em Campeonatos Mundiais contando todas as modalidades olímpicas. Isso mesmo, nenhum outro atleta do país conquistou mais medalhas em Mundiais do que o velocista.

O bronze com o 4x100m livre em Hangzhou foi a 18ª medalha de Cielo em Campeonatos Mundiais. Ao todo o campeão olímpico em Pequim-2008 soma agora sete pódios em Mundiais de longa (seis ouros e uma prata) e outros 11 em Mundiais de curta (cinco ouros, uma prata e cinco bronzes). Ao subir no terceiro degrau hoje de manhã ao lado de Breno, Matheus Santana e Marcelo Chierighini, Cielo deixou para trás outra lenda do esporte olímpico brasileiro: Robert Scheidt que somava 17 medalhas em Mundiais de vela.

A última (e por enquanto) medalha – Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Um feito que coloca de vez Cielo no panteão dos maiores nomes do esporte nacional. Até porque além, das conquistas em Mundiais ele tem ainda mais três medalhas olímpicas, oito pódios em Jogos Pan-Americanos e dois recordes mundiais em piscina longa (50m e 100m livre) que seguem imbatíveis a nove anos. Números, marcas e medalhas que só reforçam a grandeza de Cesar Cielo.

Porém, o recorde de medalhas entre todas as modalidade não foi a única marca especial que o velocista atingiu com o bronze no 4x100m livre. Com mais esse prêmio, Cielo desempatou um recorde que mantinha juntamente com Gustavo Borges. Ambos eram até então os maiores medalhistas brasileiros na história dos Mundiais de piscina curta com dez conquistas. Agora Cielo esta na frente: 11 a 10 e pode superar seu ídolo com mais algumas provas que terá pela frente na China.

O começo de tudo: Indianápolis-2004 – Foto: Satiro Sodré

Uma caminhada que começou em 2004, quando um jovem Cielo de apenas 17 anos estreava na seleção brasileira principal e, curiosamente, também integrava um revezamento 4x100m livre medalhista. Naquele ocasião ele faturou a prata ao lado de Thiago Pereira, Nicholas Santos e Christiano Santos.

Depois desta primeira conquista o resto é história como a incrível campanha no Mundial de Roma-2009 (dois ouros e um recorde mundial), a supremacia em Dubai-2010 (unificação dos títulos mundiais em piscina curta), a recuperação em Xangai-2011 (dois ouros após um caso de doping), a consagração em Barcelona-2013 (com o trimundial nos 50m livre), a brilhante atuação em Doha-2014 (quando voltou a bater um recorde mundial desta vez em revezamento) e a volta por cima em Budapeste-2017 (fez parte do 4x100m livre vice-campeão mundial após não conseguir ir aos Jogos do Rio).

Cielo e as medalhas em Barcelona – Foto: Satiro Sodré/SSPress

Cielo já disse que o Mundial de piscina curta de Hangzhou pode ser sua despedida das piscinas, já que hoje divide sua rotina entre os treinos, negócios e família. Se for definitivamente sua aposentadoria do esporte, que seja uma despedida inesquecível, ratificando mais recordes e encerrando com chave (ou medalha de ouro) essa bela história.

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