Contornando o Arquipélago de Alcatrazes a nado

Grupo de 30 atletas completa 7,5 km nadados ao redor da ilha em prol da preservação ambiental no litoral norte paulista

08/04/2019 - Guilherme Freitas

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Arquipélago de Alcatrazes - Foto: Reprodução
2ª Volta do Arquipélago de Alcatrazes - Foto: Luccas Rigueiral

2ª Volta do Arquipélago de Alcatrazes - Foto: Luccas Rigueiral

Arquipélago de Alcatrazes - Foto: Reprodução

Pela segunda vez um seleto grupo de atletas especialistas em águas abertas se reuniu na costa de São Sebastião, no litoral norte paulista, para nadar em volta do Arquipélago de Alcatrazes. A ilha é considerada um dos locais com maior biodiversidade do Brasil e após três décadas sob posse da Marinha, que utilizava o arquipélago para prática de exercícios militares, voltou a ser reaberta para ações de ecoturismo. Por isso 30 nadadores resolveram mais uma vez desbravar a águas do local em prol da preservação do meio ambiente da região.

A primeira edição da Volta à Nado de Alcatrazes aconteceu em dezembro de 2017, quando sete nadadores encararam o desafio de nadar em volta do arquipélago, organizada pelo também nadador e empresário Ricardo Augusto. Desta vez o grupo cresceu e chegou a 30 participantes, reunindo membros da primeira equipe e novos convidados. Ao todo eles percorreram 7,5 km a nado, que tiveram parte de seus percursos nomeados com os nomes de personalidades das águas abertas do Brasil.

A largada se deu na “Garganta do Harry Finger”, que é uma passagem estreita e cheia de vida marinha. Esse pedaço do percurso é tido como o mais perigoso da travessia, pois tem correntes que jogam o nadador de um lado para o outro. Em seguida vem o “paredão do Igor de Souza”, com mar bastante revolto que se choca com bastante força nos paredões da ilha. Depois eles passam pela “Ponta do Jacques Abram”, onde encontram águas mais tranquilas e com a presença de cardumes de peixes e tartarugas. A seguir passam pela “ponta do Gilberto Bucholtz” onde o cenário com raios de sol deixam a prova mais bela até o ponto final onde se avista o “Morro da Dona Marta Izo”, pico mais alto da ilha e onde se concentram vários albatrozes que sobrevoam o arquipélago.

Harry Finger, um dos grandes entusiastas da modalidade no Brasil e com diversas travessias em seu currículo, é um dos idealizadores e organizadores da travessia. Ele fez parte da primeira turma que nadou a distância em 2017 e este ano novamente encarou os 7,5 km da volta a ilha. Ele também escreveu em suas redes sociais que o evento foi bastante gratificante. “É muito feliz quem tem amigos assim. É muito emocionante poder nadar pela novamente neste paraíso. Vamos seguir protegendo e lutando pela preservação do Arquipélago de Alcatrazes”, disse o nadador.

O evento, que contou com três embarcações e mais 20 apoiadores, teve como principal objetivo chamar a atenção para a preservação ambiental no Arquipélago de Alcatrazes e existe a chance de realizar uma terceira volta a nado para o ano que vem.

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Águas abertas Arquipélago de Alcatrazes Harry Finger Igor de Souza meio ambiente natacao

Guilherme Freitas

Jornalista sênior da SWIM CHANNEL.

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