Alguns números e curiosidades do Mundial de Kazan

Veja aqui alguns fatos interessantes sobre o recente campeonato que terminou há poucos dias na Rússia

10/08/2015 - Daniel Takata

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Katie Ledecky - Foto: Divulgação
Federica Pellegrini - Foto: Reprodução

Federica Pellegrini - Foto: Reprodução

Katie Ledecky - Foto: Divulgação

Com o término do 16º Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, em Kazan, na Rússia, alguns atletas se destacam pelas marcas históricas que conseguiram. Seguem abaixo algumas delas:

  • Alguns tentaram, mas não foi desta vez que um nadador conseguiu vencer as provas de 50m, 100m e 200m em um mesmo campeonato. Ao menos, o húngaro Laszlo Cseh conseguiu um feito inédito no masculino: subir ao pódio nas três provas de estilo (no caso dele, no borboleta) em um mesmo mundial de longa. Entre os homens, o máximo que havia acontecido era um mesmo nadador conquistar medalhas nos 50m, 100m e 200m em campeonatos diferentes (o japonês Kosuke Kitajima, o americano Brendan Hansen e o australiano Christian Sprenger, todos em provas do nado peito). No feminino, conseguir medalhas nas três distâncias na mesma competição é mais comum: a chinesa Xuejuan Luo (2001), a australiana Leisel Jones (2007), a americana Rebecca Soni (2011) e a russa Yulia Efimova (2013) já haviam conseguido, por sinal todas nas provas de peito. Se considerarmos também o nado livre, o feito já havia sido alcançado pelo americano Matt Biondi (1986) e o holandês Pieter van den Hoogenband (2001 e 2003).

 

  • Com a prata nos 200m livre, a italiana Federica Pellegrini sobe ao pódio da prova pelo sexto mundial. Também pela sexta vez Ryan Lochte medalhou nos 200m medley com sua vitória em Kazan. Nunca tal sequência foi alcançada por outro atleta na história da competição. Consecutivamente, os americanos Michael Phelps (100m borboleta), Aaron Peirsol (200m costas) subiram ao pódio cinco vezes, e Phelps também tem cinco pódios não consecutivos nos 200m borboleta.

 

  • Lochte, com suas quatro medalhas em Kazan, chegou a 27 em mundiais e é o segundo mais laureado na história da competição, se aproximando de Michael Phelps, que tem 33.

 

  • O australiano Grant Hackett levou um bronze no 4x200m livre por ter nadado as eliminatórias da prova. Com essa improvável volta à elite internacional após uma aposentadoria de seis anos, ele conseguiu medalhas em mundiais com 17 anos de intervalo, um recorde – em 1998 foi ouro nos 1500m e 4x200m livre e prata nos 400m livre.

 

 

  • Em Londres-2012, três nadadores chegaram com hegemonia em suas especialidades, contando a Olimpíada anterior e os dois mundiais de longa no período: Cesar Cielo (50m livre), Federica Pellegrini (200m livre) e Michael Phelps (100m e 200m borboleta) – o único que manteve foi Phelps nos 100m borboleta. Para o Rio-2016, são apenas dois atletas nessa condição: Sun Yang (400m livre) e Katie Ledecky (800m livre), justamente os dois nadadores considerados os melhores do Mundial por um sistema de pontuação utilizado pela FINA. Outros que perderam a chance de manter a hemegonia: Chad le Clos (200m borboleta), Matt Grevers (100m costas), Daniel Gyurta (200m peito), Ruta Meylutite (100m peito) e Missy Franklin (100m e 200m costas).

 

  • Katie Ledecky tem nove provas nadadas em mundiais e nove vitórias. Ninguém permaneceu tanto tempo invicto em campeonatos mundiais. Michael Phelps, por exemplo, não subiu ao topo do pódio em sua terceira prova. Ian Thorpe foi derrotado em sua quinta prova.

 

  • Ledecky, aliás, com nove ouros, se aproxima da maior vencedora, no feminino, em mundiais: sua compatriota Missy Franklin, que tem 11 vitórias.

 

  • No feminino, Ledecky se tornou a primeira, em olimpíadas ou mundiais de longa, a conseguir quatro vitórias individuais na mesma competição. No masculino, o feito já havia sido alcançado por Mark Spitz (Olimpíada de 1972) e Michael Phelps (Olimpíadas de 2004 e 2008 e Mundial de 2007).

Daniel Takata

Redator da SWIM CHANNEL.