Fanny Durack: a primeira mulher campeã olímpica de natação

Nadadora australiana conquistou o primeiro ouro olímpico da natação feminina nos 100m livre nos Jogos de Estocolmo em 1912

14/02/2020 - Katarine Monteiro

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Os anéis olímpicos - Foto: Getty Images
Fanny Durack - Foto: Reprodução

Fanny Durack - Foto: Reprodução

Os anéis olímpicos - Foto: Getty Images

A australiana Sarah Frances Durack, ou simplesmente Fanny Durack, entrou para a história do esporte quando se tornou a primeira campeã olímpica de natação no dia 12 de julho de 1912. Fanny venceu com tranquilidade os 100m livre feminino aos 22 anos de idade e nas eliminatórias superou o recorde mundial da britânica Daisy Curwen.

Fanny Durack e sua compatriota Mina Wylie, ambas de Sydney, foram as pioneiras do esporte feminino australiano. Dois anos antes da Olimpíada de 1912 em Estocolmo, capital da Suécia, o Comitê Olímpico Internacional decidiu incluir pela primeira vez uma prova de natação feminina no programa olímpico. A outra prova, o revezamento 4x100m livre feminino, só foi incluída por insistência dos britânicos.

Mas para chegar aos Jogos Olímpicos as duas tiveram que superar muitos obstáculos. Primeiro porque o clube delas se opunha a participação feminina em Olimpíadas. E depois por questão e verba, já que ambas só viajaram à Suécia graças a um esforço local de captação de recursos.

Fanny Durack e Mina Wylie – Foto: Reprodução/COI

A prova de 100m livre contou com 27 nadadoras representando oito nações. Na segunda bateria das eliminatórias, Durack bateu o recorde mundial ao nadar para 1min19s8. E nas semifinais novamente teve o melhor tempo com 1min20s1. No dia 12 julho aconteceu a grande final e Durack liderou do início ao fim e com o tempo de 1min22s1, mais de três segundos à frente de Wylie (1min25s4), tornou-se a primeira mulher campeã olímpica da história.

Além de Wylie, o pódio ainda teve a britânica Jennie Fletcher com a medalha de bronze. No dia 15 de julho foi a vez da final do revezamento 4x100m foi vencida pela equipe da Grã-Bretanha composta por Bella Moore, Jennie Fletcher, Annie Spiers e Irene Steer que terminou à frente da Alemanha, prata, e da Áustria, bronze.  As australianas não nadaram.

Durack retornou à Austrália como heroína e fez campanha ativa contra todas as formas de sexismo. Até 1918 quebrou 12 recordes mundiais e em 1914 nadou uma milha em águas abertas em um tempo de 26min08s, batendo o recorde masculino de New South Wales por 52 segundos. Durack se preparava para os Jogos da Antuérpia em 1920, mas teve que passar por uma apendicectomia urgente e foi forçada a desistir da competição.

Fanny Durack – Foto: Getty Images

Ela se aposentou em 1921, mas permaneceu no mundo da natação, passando o resto de sua vida treinando jovens nadadores em Sydney. Durack morreu em 20 de março de 1956, aos 66 anos em xxxxx. Em 1967, entrou para o International Swimming Hall of Fame, como “nadadora de honra” e sua memória continua no Parque Olímpico de Sydney onde dá nome a uma avenida.

Depois de Durack as provas de nado costas e nado peito foram incluídas no programa olímpicos de Paris-1924 e o borboleta adicionado em Helsinque-1952. A igualdade entre as provas femininas e masculinas será totalmente alcançada nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 com a adição das provas de 800m livre masculino, 1500m livre feminino e o revezamento 4x100m medley misto.

Matéria escrita com informações do Comitê Olímpico Internacional (COI)

Katarine Monteiro

Jornalista da SWIM CHANNEL.