CBDA lança canal para denúncias de assédio sexual

As denúncias poderão ser feitas através de e-mail próprio da entidade e as denunciantes serão mantidas anônimas

02/10/2020 - Katarine Monteiro

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Piscina do Pinheiros durante Troféu José Finkel - Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA
CBDA cria canal para denúncias de assédio - Foto: Satiro Sodré/SSPress

CBDA cria canal para denúncias de assédio - Foto: Satiro Sodré/SSPress

Piscina do Pinheiros durante Troféu José Finkel - Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) por meio do seu Conselho de Ética e Integridade criou um canal de comunicação exclusivo para denúncias de assédio sexual nos esportes aquáticos. A criação deste canal faz parte de uma série de ações do Conselho de Ética da CBDA para manter os esportes aquáticos sem assédio e dentro do “Olimpismo”. O canal de comunicação de denúncias é destinado aos praticantes, treinadores e dirigentes das cinco modalidades aquáticas do Brasil.

“Toda entidade que preza por seus filiados e participantes deveria ter um canal sigiloso para denúncias e controle de práticas que não sejam condizentes com a ética e a moral. No esporte, isso parece ainda mais necessário, tendo em vista todas as diretrizes previstas pelo “Olimpismo”. Na qualidade de presidente do Conselho, posso afirmar que estou imbuído e posso confirmar que temos entre os membros pessoas que são muito capacitadas para este desafio”, falou Eduardo Fischer, presidente do Comitê de Ética da CBDA e atleta olímpico.

Todas as denúncias devem ser enviadas para o e-mail assedio@cbda.org.br e a identidade do denunciante estará sempre em sigilo, preservando a segurança e a moral de todos os envolvidos. O Comitê Feminino da Natação Brasileira, que possui em seu Instagram um canal para relato de assédio sexual totalmente anônimo (clique aqui para ver), elogiou ação da CBDA.

 

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ASSÉDIO NO ESPORTE 🚫 “Passaram a mão em mim por eu ser a única menina da equipe naquele campeonato, me tocavam porque “éramos amigos,” tiravam fotos minhas enquanto estava de maiô e sunquini para mandar nos grupos. Eu fui estuprada por um membro da equipe no banheiro do clube pois estava sozinha e ninguém ia saber.” Infelizmente, relatos como esse são mais comuns do que imaginamos. Para conscientizar o público sobre os episódios de assédio que ocorrem na natação, criamos uma corrente 100% anônima, onde cada mulher pode contar sua história ➡️ link na bio. Além disso, caso você queira denunciar um episódio de assédio, a CBDA lançou hoje um canal voltado somente para isso. As denúncias devem ser enviadas para o e-mail: assedio@cbda.org.br. Para saber mais, leia esse post (👆🏽) e entre no site https://novo.cbda.org.br/noticia/leitura/19518/cbda-lanca-canal-para-denuncias-de-assedio-sexual-nos-esportes-aquaticos. Vamos juntos combater o assédio ✊🏽 Assédio é crime! Diga NÃO ao assédio! #assédioécrime #nãoénão #todoscontraassedio #todosportodas Divulgação / @cbdaoficial

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Com o novo canal de comunicação de denúncias exclusivo para assédio sexual criado pela CBDA, os casos serão imediatamente repassados à vice-presidente do Conselho, Mariana Brochado, que será a acolhedora dos processos e os distribuirão dentro do Conselho de Ética para que se escolha um relator. Depois, irão se escutar as partes e em seguida o relator promove a análise de todas as provas enviadas.

“A gente sabe que é um assunto delicado e que vem ganhando força nos últimos anos. Queremos ressaltar que as vítimas não precisam ter medo de denunciar. Quando uma fala, tem uma importância muito grande para que outras tenham a coragem de expor o que realmente está acontecendo. O canal é sigiloso e nós vamos tratar com o maior cuidado para que a gente tome as devidas providências”, disse Mariana.

Após está análise, caso seja comprovada a veracidade dos fatos, o relator sugere o enquadramento ao Código de Ética e aplica uma das sanções previstas para que os demais membros do Conselho possam votar contra ou a favor. Por fim, com a decisão de todos os membros, certifica-se que as medidas disciplinares serão cumpridas, cabendo recurso.

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assédio sexual CBDA natacao natação feminina

Katarine Monteiro

Jornalista da SWIM CHANNEL.

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