FAP e Igor de Souza uma vez mais unem forças em prol das maratonas aquáticas

Maior federação aquática do país e o mais tradicional circuito de águas abertas do continente juntam forças novamente

17/06/2020 - Catarina Ganzeli

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Vista do lago do Wet'n Wild - Foto: Katarine Monteiro/Swim Channel
Travessia do Wet'n Wild - Foto: Reprodução

Travessia do Wet'n Wild - Foto: Reprodução

Vista do lago do Wet'n Wild - Foto: Katarine Monteiro/Swim Channel

Toda organização tem o objetivo de crescer para se manter viva e isso inclui as federações esportivas. Foi dessa forma que a maior organização estadual, entre os esportes aquáticos do país, construiu sua história. Em 26 de novembro de 1932, foi fundada a Federação Paulista de Natação (FPN) por um grupo seleto de clubes paulistas, sendo a maioria situados na capital e alguns membros no litoral.

No ano de 1996, a mesma, se torna a Federação Aquática Paulista (FAP), atual responsável no Estado de São Paulo pela normatização de cinco modalidades olímpicas: natação, natação artística, polo aquático, saltos ornamentais e águas abertas. Com 6 mil atletas e 160 entidades filiadas, a organização detém grande parte dos atletas federados do país.

Mantendo sua tendência de renovação, a entidade reativou uma antiga parceria de sucesso. Realizado por Igor de Souza, o Circuito de Maratonas Aquáticas é referência nas águas abertas do Brasil e está presente no calendário nacional desde 1989. É realizado anualmente através de dez etapas que acontecem em todas as regiões do estado de São Paulo.

Atletas em ação na Travessia do Wet’n Wild – Foto: Reprodução

O circuito deteve a chancela da FAP durante 1989 a 2004 possuindo uma média de público, a cada etapa, em torno de 2500 pessoas. As provas acontecem em três distâncias: curta, média e longa, sendo a curta entre 600m a 800m, a média de 1,6 km a 2 km e a longa entre 3,2 km a 4 km. O campeonato permite também a categoria triathlon que tem a mesma distância da prova média, porém, os nadadores nesta categoria nadam obrigatoriamente com roupas de neoprene.

Através dessa união, a FAP vislumbrou a possibilidade de trazer mais praticantes para a modalidade que em nosso país teve um crescimento exponencial nos últimos anos, devido ao aumento do número de eventos e divulgação. As maratonas aquáticas evoluem dentro da sociedade, se espelhando nas corridas de rua, porém com diversas vantagens.

Igor de Souza – Foto: Reprodução/Speedo

Assim como as corridas de rua, as maratonas aquáticas são acessíveis com um calendário robusto que atende a diversos públicos e regiões. Em sua maioria acontecem no litoral em cenários que somente o mar poderia proporcionar, tendo um valor turístico no evento que muitos outros não atingem. A conexão com a natureza, seja no mar ou em represas pelo interior, é um aspecto inigualável da modalidade.

O circuito possui muita credibilidade, pois mesmo nos anos em que não esteve sob chancela da FAP contou com a participação da nossa primeira medalhista olímpica na modalidade, Poliana Okimoto, da maior medalhista em mundiais de águas abertas da história, Ana Marcela Cunha e da integrante mais jovem do time olímpico no Rio-2016, Gabrielle Roncatto, o que torna o evento mais instigante para quem tem a oportunidade de largar ao lado de seus ídolos. Vale mencionar que tanto o circuito quanto a FAP, têm patrocínio da Speedo, maior marca e natação do Brasil.

 

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O encerramento da parceria entre FAP e Igor de Souza na década passada é algo que jamais deveria ter acontecido. Foi prejudicial para ambos, mas a conta pesou mais para lado da FAP. Juntar novamente as duas partes não será apenas uma honrada ação comercial que independerá de recursos públicos, mas uma forte alavanca para o ingresso de novos atletas na natação em águas abertas.

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Águas abertas Circuito Maratona Aquática FAP Igor de Souza natacao

Catarina Ganzeli

Nadadora da Unisanta e da seleção brasileira  especialista em ultramaratonas aquáticas

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