Media Race: é ouro para o Brasil no Mundial

07/08/2015

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Achou ruim? Pode vir aqui e fazer melhor, então! É mais ou menos o espírito do atleta que recebe críticas da mídia e do público geral. Analisar de fora, falar, criticar, é algo que todo comentarista e profissional da área tem a obrigação de fazer, mas no Mundial de Esportes Aquáticos da Fina, a imprensa tem a chance de provar que também é capaz de fazer bonito na piscina. Ou nem tão bonito assim… Mas, convenhamos, não é esse o objetivo.

Em todas as edições, a marca de relógios e cronômetros Omega realiza a “Media Race”, uma prova de 50m livre disputada entre todos os jornalistas credenciados que se interessarem em participar. Em Kazan, na Rússia, foram 118 inscritos, mas 107 nadaram.  O objetivo não é definir quem nada mais rápido, mas apontar um vencedor de palpites: quem se aproximar mais de seu próprio tempo de inscrição é o vencedor.

Enquanto recordes mundiais despencaram em território russo… o evento, basicamente, divertido, toma conta. Há quem pule com apetrechos na piscina, de bermudão, de bomba, de pé, de cabeça, quem sai de baixo, e muitos que atravessam o percurso nadando cachorrinho. Afinal, é o mais próximo possível que os profissionais chegarão da piscina que será palco dos Jogos Olímpicos do Rio.

Na edição de Kazan-2015, foram duas atletas brasileiras participando: Mariana de Sá, assessora de comunicação da CBDA, e esta repórter que voz escreve, Mayra Siqueira. Ouro para o Brasil!

 

A jornalista-nadadora Mayra Siqueira - Foto: Satiro Sodré/SS Press

A jornalista-nadadora Mayra Siqueira no centro do pódio – Foto: Satiro Sodré/SS Press

 

O palpite da prova (29s37) se aproximou mais do tempo final do que qualquer outro adversário: 29s31, apenas seis centésimos de diferença. O segundo lugar é de bastante respeito: Evgeny Korotyshkin, medalhista olímpico em Londres-2012 (prata nos 100m borboleta) e medalhista mundial, que hoje integra a imprensa russa. Ele apostou que nadaria para 25s00, e completou a prova 0.09s mais devagar.

Em terceiro lugar ficou outra olímpica, a japonesa Ayari Aoyama, que foi recordista mundial de curta dos 100m borboleta em 1997, e integrou a seleção japonesa nos Jogos de Atlanta-1996. Ela nadou para 29s57, inscrita com 29s70.

Estrelas entre os jornalistas “comuns”,  vários olímpicos que penduraram maiôs e toucas passaram pela piscina na Arena Kazan, hoje como imprensa. Os japoneses Shigehiro Takahashi (Olimpídas de 84 e 86), Junichi Miyashita (medalhista de bronze em Pequim-2008), o italiano Francesco Postiglione (seleção de polo aquático em quatro Olimpíadas), a chinesa Zhou Yafei (medalhista em Pequim-2008), entre outros.

Os tempos? Bom, as duas melhores marcas, masculina e feminina, ficaram com os dois primeiros colocados da competição. Na casa dos 29s entre as mulheres, e 25s entre os homens. Mas, como o objetivo era outro, certamente o repórter russo Alexander Norden, que nadou 50m em 2min53s33 (mais de um minuto acima de seu palpite, e pior marca entre os competidores), não se envergonhou de forma alguma. O que valia, afinal, era a integração!

Por Mayra Siqueira

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.

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