Mundiais abaixo: mais três recordes batidos

04/08/2015

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A “ressaca” dos Jogos Pan-Americanos, arquibancada russa vindo abaixo com um ouro, a montanha-russa norte-americana de altos e baixos, o furacão Katie Ledecky, e os recordes mundiais. No terceiro dia do Mundial de Kazan, foram três melhores marcas caindo – duas na mesma prova, e com diferentes atletas; e outra com a fundista americana.

A queda de braço foi acirrada nesta terça-feira. Adam Peaty viu seu recorde mundial dos 50m peito cair nas eliminatórias com as braçadas de Cameron Van der Burgh: 26s62. Na sequência, na semifinal, o britânico recuperou seu nome no topo da prova: 26s42. Apesar da forte final na metragem, Felipe França conseguiu atingir uma barreira que não rompia desde 2012, e nadou abaixo dos 27 segundos: 26s87, quinto tempo para estar na disputa por medalha na próxima quarta-feira.

Ledecky entrou em cena e, outra vez, como se fosse uma conquista fácil e simples, rompeu novamente sua forte marca dos 1500, mas em nada menos que 2s23. Nadou para 15min25s48, 15 segundos à frente da segunda colocada, a neozelandesa Lauren Boyle. A norte-americana ajudou a salvar o dia de seus compatriotas conquistando o seu segundo ouro individual em Kazan, além de ter assegurado a classificação para a final dos 200m livre alguns minutos depois. Além dela, Kevin Cordes, com 26s76, estabeleceu novo recorde nacional nos 50m peito e passou à final com a 3ª melhor marca.

A surpresa veio com as ausências de Missy Franklin e Ryan Lochte do pódio nos 100m costas e 200m livre, respectivamente. As provas foram vencidos por australianos: Emily Seebohm e Mitchell Larkin abocanharam seus ouros que colocam o país no topo do quadro de medalhas, com três vitórias até aqui.

O ouro que trouxe a Rússia abaixo

No duelo pessoal entre Yulia Efimova e a Ruta Meilutyte, desta vez pesou o fator casa. A campeã mundial dos 200m e 50m peito em Barcelona-2013 viu a tríplice coroa escapar na ocasião graças ao desempenho da lituana. Movida por uma efervescente arquibancada, a russa colocou uma boa vantagem da rival, que piorou consideravelmente a sua marca: 1m05s66 para a medalha de ouro, contra 1m06s36 da prata de Ruta. O bronze ficou com uma estreante em pódio em mundiais: Alia Atkinson conquistou a primeira medalha da história da Jamaica em um Mundial de Natação.

 

Felipe França avançou para a final - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Felipe França avançou para a final – Foto: Satiro Sodre/SSPress

 

A “ressaca” brasileira

Não engrenaram. Os tempos não vieram. Polimento antecipado, manutenção prolongada, pico de adrenalina e otimismo com os ótimos resultados em Toronto… entre várias justificativas e lamentos dos atletas brasileiros, fica a impressão que a dificuldade tem sido muito grande para repetir os bons tempos feitos nos Jogos Pan-Americanos.

Nesta terça-feira, apenas Felipe França fez uma marca melhor que o esperado e chegou a uma final. Apenas a quarta do Brasil até aqui, o que prejudica o planejamento de superar o número de finais de Barcelona (12). Leonardo de Deus ficou com a nona colocação nos 200m borboleta, com 1m56s02, e saiu extremamente insatisfeito.

“Eu nadei mal, mesmo. Não tenho e botar a culpa em viagem, em Pan-Americano. Eu estava em condições de nadar e brigar pela prova, mas fiz alguma coisinha errada. Vou analisar com o meu técnico e esperar consertar. Sou um dos melhores do mundo nessa prova, e terminar em nono é um gostinho amargo. Poderia ter nadado na casa de 1m54s. É levantar a cabeça nesse momento”, declarou o atleta.

Felipe Lima ficou pelo caminho também nos 50m peito, assim como Manuella Lyrio nos 200m livre. Em provas individuais, o Brasil ainda pode depositar suas fichas em duas provas olímpicas: 200m medley, com Thiago Pereira e Henrique Rodrigues, e 50m livre, com Cesar Cielo e Bruno Fratus

Por Mayra Siqueira

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.

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