Mundial de Budapeste: as provas imperdíveis

22/07/2017

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Amanhã, a partir das 4h30 da manhã, horário de Brasília, têm início as primeiras eliminatórias da natação no Mundial de Budapeste, com transmissão ao vivo do SporTV. As finais começam às 12h30.

O site Yes Swim fez um ótimo preview de todas as provas do Mundial, que você pode acessar aqui. Fazer um trabalho nos mesmos moldes seria redundante. Por isso, trazemos algo diferente.

Claro que para nós, amantes da natação, todas as provas são essenciais. Mas trazemos aqui uma breve lista, com comentários, de uma prova por dia que consideramos imperdível, e também de uma prova que devemos ficar de olho por causa das chances dos brasileiros.

1º dia (domingo, 23/07)

Prova imperdível: 400m livre feminino

Em nossa opinião, Katie Ledecky já é a maior fundista de todos os tempos, à frente de Janet Evans, e já é a terceira melhor nadadora da história, atrás de Dawn Fraser e Krisztina Egerszegi. E tudo indica que chegará ainda mais alto. Em Budapeste, o fenômeno americano inicia sua jornada para se tornar a nadadora mais vencedora da história dos Mundiais. Sim, 20 aninhos e já poderá adicionar mais esse feito à sua incrível lista. Ela tem nove medalhas de ouro em dois Mundiais (detalhe: em nove provas nadadas) e pode ultrapassar Missy Franklin, que tem 11, como a mulher com mais vitórias na competição. Em Budapeste competirá os 200m, 400m, 800m, 1500m e 4x200m livre, sendo favorita em todas. Talvez também nade o 4x100m livre. Aqui nos 400m, a vitória é uma barbada: mesmo pesada, fez 3min58s44 na Seletiva Americana, um tempo que somente ela na história tem melhor. Seu recorde de 3min56s46 da Olimpíada é dificílimo, e à medida que o tempo passa não dá para esperar que ela quebre recordes mundiais toda vez que cai na água em grandes competições. Mas, pelo que já mostrou esse ano, não dá para duvidar. A medalha de prata deverá ser disputada pela americana Leah Smith, pela húngara Boglarka Kapas e pela chinesa Li Bingjie, que nadou bem esse ano. Uma final é difícil para Joanna Maranhão, mas ela tem totais condições de superar seu recorde brasileiro de 4min09s41, estabelecido no Maria Lenk deste ano.

Katie Ledecky, a melhor nadadora do mundo (foto: Michael Dalder/Reuters)

Katie Ledecky, a melhor nadadora do mundo (foto: Michael Dalder/Reuters)

De olho no Brasil: 4x100m livre masculino

Uma das provas mais esperadas pelos brasileiros acontece logo no primeiro dia. Com tradição na prova, o país vinha sofrendo para chegar às grandes finais, algo que superou nos últimos anos com o quarto lugar no Mundial de 2015 e o quinto na Olimpíada de 2016. A equipe de Gabriel Santos, Marcelo Chierighini, Bruno Fratus e Cesar Cielo, com os tempos somados, aparece com a segunda melhor marca do ano, atrás apenas dos Estados Unidos. A briga por medalhas é uma realidade, mas Bruno chegou a dizer que a equipe não vai para disputar pódio, e sim lugar pelo ouro. Quatro nadadores na casa dos 47s não é algo impossível e a conquista de uma medalha está ao alcance. A última e única vez que o Brasil foi ao pódio da prova foi no longínquo ano de 1994.

2º dia (segunda-feira, 24/07)

Prova imperdível: 100m peito masculino

Uma prova esperada por todos. Primeiro, porque tem Adam Peaty. Seu recorde mundial de 57s13 é inacreditável e muito à frente de nosso tempo. E ele diz que quer baixar para 56s. Dificilmente isso irá acontecer, mas trata-se de um outro nível de nadador e a briga será pela medalha de prata. Quem quiser subir no pódio terá que nadar abaixo de 59s, e talvez apenas isso não seja suficiente, até porque cinco nadadores estão balizados na casa dos 58s. João Gomes Junior, com 59s06, e Felipe Lima, 59s32, estão na briga. O sempre consistente Cameron van der Burgh, campeão olímpico em 2012, é um páreo duro. De olho nos asiáticos Yasuhiro Koseki, do Japão, e Yan Zibei, da China, que nadaram bem em 2017.

De olho no Brasil: 50m borboleta masculino

Uma dobradinha brasileira no alto do pódio só foi obtida uma vez na história dos Mundiais, e nas águas abertas, com Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha nos 10km em 2013. E isso pode muito bem voltar a repetir nos 50m borboleta masculino. Nicholas Santos é o favorito e quer desafiar o recorde mundial. Está a 18 centésimos da marca de Rafael Muñoz de 22s43 e está balizado com o melhor tempo. Aos 37 anos, pode se tornar o nadador mais velho campeão mundial, à frente do alemão Mark Warnecke, 35 anos nos 50m peito em 2005. Henrique Martins tem como tempo de inscrição 22s98, quarto tempo, mas ele fez 22s70 no Campeonato Mineiro, mesmo sem estar polido, e aparece com grandes chances. Se acertar a saída, seu ponto fraco, tem boas possibilidades. Os principais rivais são o ucraniano Andryi Govorov, treinado pelo brasileiro Arilson Soares, e o britânico Benjamin Proud, que esse ano se firmou também na prova de 50m livre no cenário internacional.

Nicholas Santos: favorito nos 50m borboleta (foto: Satiro Sodre/SSPress)

Nicholas Santos: favorito nos 50m borboleta (foto: Satiro Sodre/SSPress)

3º dia (terça-feira, 25/07)

Prova imperdível: 100m costas feminino

A húngara Katinka Hosszu surpreendeu e venceu a prova nos Jogos Olímpicos de 2016, em um de seus três ouros. Mas, mesmo assim, ainda não aparece como favorita. A canadense Kylie Masse, bronze olímpica, nadou para 58s21 e ficou a apenas nove centésimos do recorde mundial. Foi o melhor tempo da história sem trajes tecnológicos. Trata-se de um dos poucos recordes mundiais femininos sobreviventes daquela era (os outros são os 50m livre e os 200m borboleta). A outra medalhista, a americana Kathleen Baker, e a atual campeã mundial, a australiana Emily Seebohm, também irão brigar por medalhas.

De olho no Brasil: 100m costas masculino

Guilherme Guido vem nadando com grande constância na casa dos 53 segundos. Com seu recorde sul-americano de 53s10 obtido no Maria Lenk do ano passado, está balizado com o sexto tempo, ou seja, boas chances de final – algo que não conseguiu na Olimpíada do ano passado. Se finalmente conseguir percorrer a distância em 52s, tem boas chances. Os Estados Unidos dominam a prova há cinco Jogos Olímpicos, mas em Mundias, ao menos recentemente, o cenário é diferente: apenas uma vitória nas últimas quatro edições. O campeão olímpico e recordista mundial Ryan Murphy é a grande arma americana. Mas terá que superar o chinês Xu Jiayu, que ficou a um centésimo do recorde mundial de 51s85 esse ano.

4º dia (quarta-feira, 26/07)

Prova imperdível: 800m livre masculino

Este será o primeiro Mundial em que a prova de 800m livre será disputada após ter sido oficializada como olímpica (será nadada nos Jogos de Tóquio, em 2020). Por isso, a tendência é que os nadadores visem mais a prova e o nível dela aumente. Ainda não dá para esperar que o recorde mundial absurdo de 7min32s12 do chinês Zhang Lin, da era dos trajes tecnológicos, seja derrubado. Mas a disputa deve se tornar cada vez mais acirrada. O primeiro tempo de balizamento é do italiano Gabriele Detti, bronze olímpico nos 400m e 1500m livre. Mas o favoritismo vai para seu compatriota, Gregorio Paltrinieri, o campeão dos 1500m. Em 2015, o chinês Sun Yang venceu cozinhando o italiano até o final. Como sempre, ele é uma incógnita. Ele pode se tornar, nessa prova, o único nadador a conquistar um tetracampeonato na competição deste ano. Mas será difícil. Deve ter mais chances nas provas mais curtas de 200m e 400m livre, ao contrário de seus rivais, mais fortes nas provas longas de 800m e 1500m.

Gregorio Paltrinieri (foto: reprodução)

Gregorio Paltrinieri (foto: reprodução)

De olho no Brasil: 200m livre feminino

Sim, sabemos que é difícil. A marca de 1min57s28 de Manuella Lyrio, semifinalista olímpica, corresponde ao 15º tempo de balizamento. Uma final pode representar uma pretensão muito alta. Mas, conhecendo Manuella, sabemos que é exatamente isso que ela almeja. A nadadora é uma daquelas que sempre correspondem na hora certa. Esse ano já se aproximou muito de sua melhor marca, e vem mostrando evolução a cada temporada. Para final olímpica, foi necessário nadar para 1min56s63, e Manuella sabe que a marca está ao seu alcance. Em 2013, bateu o recorde sul-americano, mas não ficou feliz por não avançar de fase. Em 2015, chegou à semifinal, mas não ficou contente por não melhorar sua marca. Essa constante insatisfação se reflete na permanente busca por melhores resultados. A favorita é a americana Katie Ledecky, campeã olímpica, que não terá pela frente sua rival mais dura, a sueca Sarah Sjostrom, que abdicou da prova. Por isso, de olho na italiana Federica Pellegrini, que não sai do pódio da prova desde o Mundial de 2007.

5º dia (quinta-feira, 27/07)

Prova imperdível: 200m medley masculino

2001 foi o último ano em que os 200m medley masculino foram vencidos por um nadador com nome diferente de Michael Phelps ou Ryan Lochte. Com a aposentadoria do primeiro e a suspensão do segundo, será interessante ver quem assumirá as rédeas da prova. O favoritismo inicial é do japonês Kosuke Hagino, que tem o melhor tempo de 1min55s07, recorde asiático, apesar de ter passado longe da marca na Olimpíada. Ainda assim foi prata atrás de Phelps. O alemão Philip Heintz, finalista olímpico, foi a surpresa deste ano ao fazer 1min55s76 e entrar de vez na briga. O americano Chase Kalisz, outrora conhecido apenas pelos 400m medley (é vice-campeão olímpico), mostrou habilidade nos 200m esse ano e também tentará pódio. De olho no chinês Wang Shun, atual bronze olímpico e mundial. Thiago Simon está na prova, balizado com 1min59s49, 14º tempo, e pode alcançar uma semifinal. Não é sua principal prova. Tem mais chances nos 200m peito, prova em que está até pior balizado que nos 200m medley (está com o 17º tempo), mas almeja repetir ou até melhorar seu 2min09s de 2015, e assim brigar por uma final.

De olho no Brasil: 100m livre masculino

Na seleção brasileira deste Mundial, teremos Cesar Cielo, campeão mundial dos 100m livre em 2009 e recordista mundial até hoje, e Marcelo Chierighini, finalista da prova nos Mundiais de 2013 e 2015 e na Olimpíada de 2016. Mas o destaque é o jovem Gabriel Santos. Seu 48s11 no Maria Lenk lhe daria final olímpica no ano passado, e ele almeja quebrar a barreira dos 48s no Mundial. Se isso acontecer, irá brigar por medalha, já que o bronze no Mundial de 2015 foi conquistado com 48s12 e na Olimpíada de 2016 com 47s85. Marcelo é o outro brasileiro na prova, e também almeja o mesmo que o compatriota, apesar de ainda não ter mostrado toda sua potência este ano (seu melhor tempo é o mesmo 48s11 de Gabriel, mas de 2013). Com a ausência do campeão olímpico Kyle Chalmers, outro australiano tem o favoritismo: Cameron McEvoy, que no ano passado fez a incrível marca de 47s04 no Campeonato Australiano, mas não correspondeu na Olimpíada. Os medalhistas olímpicos Pieter Timmers da Bélgica e Nathan Adrian dos Estados Unidos estarão na briga, assim como o outro americano, Caeleb Dressel, e o britânico Duncan Scott. Desses, somente Timmers ainda não nadou para 47s este ano.

Gabriel Santos (foto: Satiro Sodré/SSPress)

Gabriel Santos (foto: Satiro Sodré/SSPress)

6º dia (sexta-feira, 28/07)

Prova imperdível: 100m livre feminino

As irmãs australianas Cate e Bronte Campbell são as últimas campeãs mundiais, e a americana Simone Manuel e a canadense Penny Oleksiak dividiram o ouro olímpico em 2016. Mas nenhuma delas é a favorita, e sim Sarah Sjostrom. A sueca é uma nadadora extraordinária e às vezes fica ofuscada por viver na mesma época de Katie Ledecky e Katinka Hosszu. Até porque conquistou um ouro olímpico em 2016, enquanto as rivais conseguiram três individuais cada. Mas tem tudo para ter um destaque equivalente desta vez, pois pode sair com quatro ouros e alguns recordes. Quando nadar os 100m livre, ela já deverá ter conquistado os ouros nos 50m e 100m borboleta, provas nas quais é a favorita absoluta. E não nadará os 200m livre, prova em que é vice-campeã olímpica. Chegará mais inteira nos 100m. Esse ano ficou a dois centésimos do recorde mundial de Cate Campbell. Pelo andar da carruagem, a australiana, que não nadará o Mundial, verá pela televisão seu recorde cair.

De olho no Brasil: 200m costas masculino

A melhor prova de Leonardo de Deus é os 200m borboleta, cuja final acontecerá no quarto dia. É sua melhor chance de final e até de medalha, em um ano em que ele conseguiu pela primeira vez baixar de 1min55s após tantos anos batendo na trave. Mas também vem muito bem para os 200m costas. Na Olimpíada ele terminou em 13º lugar nas duas provas, mas com desempenho mais satisfatório no costas, em que bateu o recorde brasileiro. O objetivo é baixar de 1min57s e com isso brigar por uma vaga na final. Nadará a eliminatória na mesma série do campeão olímpico Ryan Murphy, o favorito, que quer recuperar a hegemonia americana em Mundiais: após oito vitórias consecutivas dos Estados Unidos desde 1998, o australiano Mitch Larkin venceu em 2015. Larkin estará na briga, assim como o russo Evgeny Rilov e o chinês Xu Jiayu.

7º dia (sábado, 29/07)

Prova imperdível: 100m borboleta masculino

Nem precisamos mencionar a ausência de Michael Phelps, aposentado, para justificar a briga pelo reino do borboleta. Afinal, o campeão olímpico não é o americano, e sim Joseph Schooling, de Singapura, melhor tempo de balizamento com 50s39, que é recorde olímpico. Mas esse ano quem nadou melhor foi o americano Caeleb Dressel, mais conhecido por seu nado livre, com 50s87. Dressel provavelmente terá nadado a final dos 50m livre minutos antes, mas isso não deve afetar sua performance. Em uma das grandes provas de 2017 até agora, o americano derrotou Schooling nas 100 jardas borboleta no NCAA, buscando o rival na última piscina sem respirar nenhuma vez. Será que conseguirá repetir o feito em piscina longa? Henrique Martins fez 51s57 no Maria Lenk, tempo de final olímpica, e está balizado com o 12º tempo. Como conseguiu fazer 22s70 nos 50m borboleta há algumas semanas se recuperando de uma doença, a perspectiva é boa. Vem evoluindo a passos largos esse ano e pode almejar 51s baixo ou até 50s alto. E há somente três nadadores balizados na casa dos 50s, ou seja, dá para sonhar.

Henrique Martins (foto: Satiro Sodré/SSPress)

Henrique Martins (foto: Satiro Sodré/SSPress)

De olho no Brasil: 50m livre masculino

Uma prova com Bruno Fratus e Cesar Cielo certamente terá os olhos de todos. Cesar, tricampeão em 2009, 2011 e 2013, não nadou a prova em 2015 e volta para tentar subir ao pódio novamente. Já nadou melhor esse ano do que no ano passado e após seu tempo no Maria Lenk de 21s79, que lhe daria final olímpica no ano passado, evento para o qual não se classificou, readquiriu confiança. Mas quem tem mostrado mais regularidade é Bruno, bronze no último Mundial. É o melhor brasileiro da prova desde 2015 e este ano venceu todas as competições preparatórias europeias (as três etapas do Mare Nostrum, o Trofeu Sette Colli em Roma e o Open de France em Paris), sempre nadando abaixo de 22s, com grande constância na casa do 21s7. Ou seja, só este ano nadou algumas vezes melhor que a marca que fez na final olímpica. Com a ausência do campeão e do vice-olímpico, o americano Anthony Ervin, que não se classificou, e o francês Florent Manaudou, dando um tempo da natação, o melhor tempo é do britânico Benjamin Proud, de 21s32. Mas a prova está aberta, e outros que irão brigar são o ucraniano Andryi Govorov, o russo Vladimir Morozov, o americano Caeleb Dressel e o americano Nathan Adrian. Desde 2009 o Brasil não sai do pódio da prova (três vezes com Cesar e uma vez com Bruno), e adoraríamos que a escrita continuasse, desta vez não com uma mas duas medalhas.

8º dia (domingo, 30/07)

Prova imperdível: 400m medley feminino

A melhor prova da Dama de Ferro Katinka Hosszu, na qual estabeleceu um incrível recorde mundial de 4min26s36 na Olimpíada de 2016. Com essa marca, ela não vê nenhuma nadadora a menos de cinco segundos atrás. Mas ela não tem mantido a mesma constância nas competições preparatórias em relação aos anos anteriores. Não chegará liderando o ranking mundial, tarefa que cabe à japonesa Yui Ohashi com 4min31s42. E se Hosszu nadar realmente todas as outras provas em que está balizada (200m livre, 100m e 200m costas e 200m borboleta), pode chegar esgotada ao último dia. Mundial é bem diferente de Copa do Mundo, e ela sabe disso. Além de Ohashi, a espanhola Mireia Belmonte e a britânica Hannah Miley são outras concorrentes que podem se aproveitar de um possível cansaço de Hosszu. Joanna Maranhão está balizada com o 16º tempo (4min38s63), mas vem em grande forma e até bateu um recorde brasileiro sem estar polida, nos 1500m livre há algumas semanas. Tem tudo para melhorar sua marca, mas também virá de uma maratona de provas duras nos dias anteriores (400m livre, 200m borboleta e 200m medley).

Katinka Hosszu (foto: Clive Rose/Getty Images)

Katinka Hosszu (foto: Clive Rose/Getty Images)

De olho no Brasil: 50m livre feminino

Prova em que a natação feminina do país teve sua única finalista olímpica em 2016, Etiene Medeiros. A prova em que tem mais chances é os 50m costas, na qual é vice-campeã mundial e que é favorita mais uma vez a medalha (a final acontecerá no quinto dia). Mas tudo que ela sonha é com um pódio na prova mais rápida da natação. Com seu recorde sul-americano de 24s45, vai balizada com o oitavo tempo. Precisa melhorar e talvez contar com uma piora de tempo das favoritas, já que a terceira marca é justamente da campeã olímpica Pernille Blume, da Dinamarca, com 24s07. Em uma prova em que qualquer detalhe faz a diferença, nada pode ser descartado, ainda mais se Etiene acertar sua saída como fez na semifinal olímpica. A favorita, mais uma vez, é a sueca Sarah Sjostrom, única balizada abaixo de 24s. Pode até sair recorde mundial.

Obs.: as provas de 1500m livre e 400m medley masculino acabaram não aparecendo, e assim as chances de Guilherme Costa e Brandonn Almeida não foram analisadas. Guilherme bateu o recorde sul-americano da prova mais longa da natação de piscina com 15min02s18 no Campeonato Paulista no final de junho e é quase uma certeza como o próximo nadador sub-15min. Isso não seria suficiente para garantir uma final, mas um grande passo. Brandonn, com 4min12s49 do Open do ano passado, teria ficado em sétimo lugar na final olímpica. Está balizado com o 10º tempo e aprendeu muito com a experiência olímpica: ficou muito ansioso e não rendeu o que podia. Com os nervos mais controlados, pode estar entre os melhores do mundo.

Por Daniel Takata

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