Mundial de piscina curta: números e curiosidades

Com o término da 14ª edição do Campeonato Mundial em Hangzhou, listamos a seguir alguns números e curiosidades

17/12/2018 - Daniel Takata

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Etiene Medeiros (foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA)
Etiene Medeiros (Satiro Sodré/SSPress/CBDA)

Etiene Medeiros (Satiro Sodré/SSPress/CBDA)

Etiene Medeiros (foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA)

Com o término da 14ª edição do Campeonato Mundial de piscina curta, em Hangzhou, na China, listamos a seguir alguns números e curiosidades.

– A húngara Katinka Hosszu, com quatro ouros (200m borboleta, 100m, 200m e 400m medley) e uma prata (100m costas) se isolou ainda mais como a maior medalhista, no feminino, na história da competição, com 27 medalhas (18 ouros, 7 pratas e 2 bronzes). A superioridade é tanta que as segundas colocadas, a sueca Therese Alshammar e a americana Jenny Thompson, têm 10 medalhas a menos. Contabilizando ambos os gêneros, ela ainda fica atrás de Ryan Lochte, que possui incríveis 38 medalhas (21 ouros).

– Com as conquistas de Hangzhou, Hosszu, no entanto, ultrapassou Lochte como a maior medalhista individual da história. Todos os seus 27 pódios são individuais, contra 23 de Lochte. Também é a maior vencedora individual: passou a 18 ouros, que superam os 14 do americano.

Katinka Hosszu – Foto: 24.hu

– Outro feito da Dama de Ferro: ao vencer os 200m medley em Hangzhou, se tornou, no feminino, a primeira a ser campeã mundial da mesma prova em seis anos consecutivos. Em piscina curta, ela venceu a prova em 2014, 2016 e 2018. Na longa, em 2013, 2015 e 2017. Iguala, assim, o feito de Lochte, também campeão mundial dos 200m medley em seis anos (2008 a 2013).

– O sul-africano Chad le Clos, com suas quatro medalhas (ouro nos 100m borboleta, prata nos 50m e 200m borboleta e bronze nos 100m livre), chega a 16 medalhas na história do evento e se isola como o segundo maior medalhista no masculino – atrás, claro de Ryan Lochte.

– Tetracampeões: Katinka Hosszu (100m medley), Chad le Clos (100m borboleta) e Daiya Seto (400m medley). Igualam assim Ryan Lochte, quatro vezes campeão nos 200m medley entre 2006 e 2012. No entanto, o britânico James Hickman permanece insuperável com seu penta nos 200m borboleta entre 1997 e 2004.

– A holandesa Femke Heemskerk tornou-se a primeira nadadora, no feminino ou no masculino, a conquistar medalhas nos 50m, 100m e 200m livre na mesma edição de Mundial de curta. Antes dela, quem chegou mais próximo havia sido Gustavo Borges, que em 1995 foi ouro nos 200m, prata nos 100m e 4º nos 50m.

– Antes de 2018, em apenas três provas o Brasil havia subido ao pódio em Jogos Olímpicos e Mundiais de longa e curta: 50m, 100m e 4x100m livre masculino. Agora, com o bronze de Brandonn Almeida em Hangzhou, os 400m medley entram na lista.

Brandonn Almeida – Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Nicholas Santos, vencedor dos 50m borboleta aos 38 anos, é o mais velho campeão da história da competição. Antes desse Mundial, ele era o segundo mais velho a conquistar uma medalha de ouro, quando, aos 32 anos, venceu a mesma prova em 2012. Agora, supera com sobras o segundo colocado, o britânico Mark Foster, campeão dos 50m livre aos 34 anos em 2004 (e que, curiosamente, dividiu o pódio na ocasião com Nicholas, que foi bronze). Se contabilizarmos também Mundiais de piscina longa, ele supera o alemão Marck Warnecke, campeão nos 50m peito em 2005 aos 35 anos.

Cesar Cielo, com dois bronzes (4x100m livre e 4x50m medley masculino), agora possui 12 medalhas em Mundiais de curta e é o brasileiro mais condecorado na competição, superando Gustavo Borges (10 medalhas entre 1993 e 2002). Cesar também é o oitavo nadador, no masculino, com mais medalhas na história do evento (atrás de Ryan Lochte com 38, Chad le Clos com 16, Michael Klim com 15, Matt Welsh, James Hickman e Lars Froelander com 14 e Mark Foster com 13).

Etiene Medeiros, com o bronze nos 50m livre, é a nadadora do país com mais medalhas no evento entre as mulheres: 5, entre 2014 e 2018.

– O Brasil saiu de Hangzhou com o maior número de nadadores medalhados na história dos Mundiais de curta: nada menos que 14. Em 2014, em Doha, quando o país sagrou-se campeão no quadro de medalhas, 10 atletas conquistaram medalhas – mesmo número de 2010.

– Foi a primeira vez que o Brasil venceu o revezamento 4x200m livre em competições de nível mundial. O mais próximo haviam sido os bronzes nos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, e nos Mundiais de curta de 1993, 1995 e 2004.

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Daniel Takata

Redator da SWIM CHANNEL.

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