Nada de hexa americano: a vez da Grã-Bretanha

07/08/2015

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A cada mundial, novas histórias sendo escritas. E essa é a melhor parte da competição! Fenômenos e quebras de recordes ou barreiras. Ryan Lochte poderia alcançar um feito de grande peso: seu sexto título mundial consecutivo no 4x200m livre com a seleção dos Estados Unidos. E deixou isso bem próximo de acontecer ao abrir com 1m45s71. Os EUA lideraram até os 25m finais, quando James Guy, o jovem promissor australiano, fechou de forma fortíssima, tirou 1.5s dos adversários, e disparou para o primeiro título da história para a Grã-Bretanha no revezamento. O quinto ouro para o grupo da rainha britânica: 7m04s33.

A parcial de Guy foi 1m44s74, uma grande recuperação dos tempos de seus colegas: Daniel Wallace (1m47s04), Robert Renwick (1m45s98), Calum Jarvis (1m46s57). Os Estados Unidos tiveram, além de Lochte, Conor Dwyer (1m45s33), Reed Malone (1m46s92) Michael Weiss (1m46s79), e ficaram com a prata, 7m04s75. O bronze foi australiano, apesar da boa prova dos russos, com 7m05s34.

Sem piscar: a prova de Adrian, Manaudou, Fratus, Morozov…

Foi, talvez, um pouco inesperado ver Nathan Adrian bater o recorde americano dos 50m livre e se classificar para a final da prova mais rápida da natação com o primeiro tempo: 21s37. O norte-americano deixou Florent Manaudou talvez um pouco surpreso. O francês passou com a segunda marca, 21s41. Inclusive, se impressionou com o rival. “Depois do resultado dele nos 100m livre (7º colocado), não esperava encontrá-lo nessa forma para os 50m. A ideia da semifinal é se classificar, e isso foi feito”, afirmou. Bruno Fratus, melhorando quatro décimos de suas eliminatórias, conseguiu nadar para 21s60, e passou como terceiro melhor para a decisão da grande prova, na tarde de sábado. O desgaste de Vladimir Morozov foi maior que de seus rivais. O russo empatou com Anthony Ervin (EUA), em 22s02, na oitava colocação. O desempate aconteceu logo ao encerramento da etapa, com vitória e torcida da casa: Vlad, com 21s90, contra 21s98 do americano, está entre os oito melhores do mundo.

 

Bruno Fratus e Florent Manaudou - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Bruno Fratus e Florent Manaudou – Foto: Satiro Sodre/SSPress

 

Troca entre irmãs no pódio

A expectativa era para quem Cate mantivesse seu título dos 100m livre, talvez atrapalhada por uma Sarah Sjoestroem em grande fase. Mas a dona da parcial sub-52s do revezamento australiano foi a protagonista de todos os sorrisos: Bronte Campbell superou sua irmã, a sueca, e, enfim, viu a irmã mais velha abaixo de si no pódio: 52s52 para o ouro, contra 52s70 de Sarah, e 52s82 de Cate. E um abraço sincero e fraternal. Chegou a vez da caçula.

Os aussies tiveram outro momento dourado no sexto dia de Kazan: repeteco de medalha para Mitchell Larkin nos 200m costas, depois de vencer também os 100m do estilo.

Uma situação inédita marcou o pódio dos 200m peito: três nadadoras na terceira colocação, e cinco bandeiras hasteadas no momento do hino: Rikke Pedersen, da Dinamarca, Jinglin Shi, da China, e Jessica Vall, EUA. Todas nadaram para 2m22s76. A prova foi vencida por Kanako Watanabe, do Japão, com prata para Micah Lawrence, também americana.

Para não deixar de mencionar, Sarah deixou outra recorde para trás, e bateu a melhor marca do campeonato nos 50m borboleta, com 25s06, sem grande esforço. A sueca é dona do incrível recorde mundial de 24s43.

Por Mayra Siqueira

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.

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