Resgatando a história do 4x200m livre

Inédita medalha de ouro no Mundial de piscina curta, ajudará na competitividade da natação brasileira em mais um revezamento

14/12/2018 - Guilherme Freitas

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A histórica performance de Luiz Altamir, Fernando Scheffer, Leonardo Santos e Breno Correia, além de Leonardo de Deus, na final do revezamento 4x200m livre resgatou uma prova onde o Brasil estava há alguns anos estagnado e obtendo resultados tímidos. Uma prova que já deu medalha olímpica ao país e revelou grandes atletas que agora volta aos holofotes com o título e recorde mundial em piscina curta.

O maior feito do país nesta prova aconteceu nos Jogos Olímpicos de Moscou em 1980. Na ocasião o revezamento formado por Jorge Fernandes, Marcus Mattioli, Cyro Delgado e Djan Madruga completou a distância em 7min29s30 levando a medalha de bronze e dando ao país o primeiro pódio olímpico em provas por equipe na natação. Além disso, o Brasil esteve presente em outras três finais olímpicas nas edições de Los Angeles-1932, Londres-1948 e Barcelona-1992.

O 4x200m livre medalhista olímpico em 1980 – Foto: Reprodução

Nos Mundiais de piscina longa o Brasil nunca esteve no pódio, mas na curta (contando esta medalha de ouro) já foram quatro vezes. A primeira foi um bronze na primeira edição dos Mundiais de curta em Palma de Mallorca-1993 com a equipe formada por Gustavo Borges, Teófilo Ferreira, José Carlos Souza e Cassiano Leal. Dois anos depois no Rio de Janeiro-1995 o quarteto formado por Gustavo Borges, Teófilo Ferreira, Fernando Saez e Cassiano Leal novamente levou a medalha de bronze. A conquista mais recente até então era outro bronze, em Indianápolis-2004 com Rodrigo Castro, Thiago Pereira, Rafael Mosca e Lucas Salatta.

Outro evento onde o 4x200m livre tem sucesso são os Jogos Pan-Americanos. O Brasil conquistou ao todo 14 medalhas em 17 edições disputadas: duas de ouro, oito de prata e quatro de bronze. Inclusive, o recorde de campeonato, estabelecido na edição de Toronto em 2015 (7min11s15) ainda é verde e amarelo.

O 4x200m livre medalhista do Mundial de curta em 2004 – Foto: Satiro Sodré/SSPress

E as expectativas para o futuro desta equipe são as melhores possíveis, afinal todos os quatro nadadores são bastante jovens e com potencial para continuar crescendo. Além deles há outros bons atletas surgindo no horizonte, com destaque para Murilo Sartori. O nadador de Americana nadou esta semana o Campeonato Brasileiro Juvenil em Porto Alegre e fez um tempaço: 1min48s91 em piscina longa, novo recorde nacional da categoria juvenil 2. Um nome e tanto para engrossar a lista de candidatos a essa equipe.

Assim como aconteceu com o sucesso do revezamento 4x100m livre, a façanha do 4x200m livre em Hangzhou tende a motivar ainda mais os nadadores desta prova a querer cavar seu lugar na equipe. Com toda essa competitividade ganham os atletas, a seleção brasileira e a natação brasileira como um todo. Como podemos ver o Brasil não é só mais o país da velocidade e do revezamento 4x100m livre. O 4x200m livre chegou para ficar e pede passagem.

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Guilherme Freitas

Jornalista sênior da SWIM CHANNEL.

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