Ressaca olímpica?

03/05/2017

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Não foi isso que se viu no primeiro dia de Troféu Maria Lenk… de 2013.

Na ocasião, parece que ainda se sentia um pouco o efeito da famigerada ressaca olímpica.

Um quase recorde brasileiro, de Poliana Okimoto, nos 1500m livre. E nenhuma performance de nível mundial.

Hoje, no primeiro dia do Troféu Maria Lenk de 2017, também ano pós-olímpico, o cenário foi diferente. Bem diferente.

Joanna Maranhão (foto: Satiro Sodré/SSPress)

Joanna Maranhão (foto: Satiro Sodré/SSPress)

A começar pelo recorde brasileiro de Joanna Maranhão nos 400m livre, com 4min09s41. Sete centésimos mais rápido da marca anterior de Manuella Lyrio, que não nadou a prova. Passou mais fraco que a antiga recordista (2min04s35 x 2min03s70) e teve forças para uma ótima volta.

Joanna é a única mulher a vencer as provas de todos os estilos na história da competição. E, à exceção do nado peito, já venceu em todos os nados com recordes nacionais e/ou continentais.

Nos 100m borboleta, Henrique Martins mostrou a que veio já nas eliminatórias. Com 51s57, anotou a melhor marca da história do país sem trajes tecnológicos, que pertencia a Kaio Márcio de Almeida no longínquo ano de 2007 com 51s99.

É também um tempo que lhe daria a quinta posição nos últimos Jogos Olímpicos. Um alento para o nado que até ano passado era considerado o ponto fraco do revezamento 4x100m medley nacional?

Henrique Martins (foto: Satiro Sodré/SSPress)

Henrique Martins (foto: Satiro Sodré/SSPress)

Nos 100m peito, Felipe Lima fez algo semelhante: 59s32 nas eliminatórias, tempo que lhe daria a sexta posição na última Olimpíada. Com um sabor a mais de redenção: ficou fora dos Jogos Olímpicos, mesmo tendo sido bronze na prova no Mundial de 2013, em Barcelona.

Uma competição que foi a melhor de sua vida e que ele pretende reeditar este ano em Budapeste.

Na final, João Gomes Júnior, esse sim finalista olímpico, levou com 59s41.

Com esses tempos, Felipe e João se colocam em posição privilegiada na briga por duas vagas das oito em jogo para o Mundial de Budapeste, que serão decididas por índice técnico.

Outras provas: melhor marca pessoal para o vencedor dos 400m livre masculino, Guilherme Costa, com 3min49s49; dobradinha argentina nos 100m peito feminino com Macarena Ceballos (1min08s00) e Julia Sebastian (1min08s05), com a melhor brasileira sendo Jhennifer Alves (1min08s43); e as duas semifinalistas olímpicas dominaram os 100m borboleta feminino, Daiene Dias (58s98) e Daynara de Paula (59s07).

Nos revezamento 4x50m livre, destaque para as parciais de, no feminino, Lorrane Ferreira abrindo (25s12) e Alessandra Marchioro lançada (24s32) e, no masculino, Cesar Cielo fechando (21s32).

Sem ressaca por enquanto nesse Maria Lenk.

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