Roma

Pé de atleta

Confira algumas dicas para evitar esse desagradável problema que costuma atingir atletas de esportes aquáticos

16/05/2018 - Dra. Luciane Botelho

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Pé de Atleta - Foto: Reprodução

Pé de Atleta - Foto: Reprodução

O termo “pé de atleta” é muito utilizado para se referir a infecções fúngicas que acometem a região plantar e entre os dedos. Na população, a infecção em pés – também fúngica – mais frequente é a popular “frieira”. Os sinais e sintomas relacionados são descamação, eritema, fissuras ou lesões brancas entre os dedos e coceira. Sua ocorrência está ligada a fatores individuais e a hábitos de vida.

Algumas pessoas suam demais na região dos pés e o local fica sempre úmido, criando ambiente favorável à proliferação de fungos; outras nascem com os dedos muito próximos um dos outros, o que dificulta a secagem. Já os fatores relacionados a hábitos de vida podem ser uso excessivo de sapato fechado, uso de meia sintética ou contato com ambiente contaminado.

No caso da natação, a situação é propicia para problemas de pé de atleta. Piscinas e vestiários são ambientes úmidos e, se não houver controle adequado, por meio dos exames dermatológicos, das pessoas que os frequentam, o local pode se transformar em reservatórios de fungos. Portanto, é fundamental sempre usar chinelos e ficar atento à validade dos exames médicos.

Tratamento do problema

No tratamento da frieira, prescrevemos cremes, loções ou soluções antifúngicas que contenham substâncias como cetoconazol, isoconazol, clotrimazol, miconazol, ciclopiroxolamina, dentre outras. O tratamento deve ser prolongado por seis a oito semanas, pois, quando a substância é usada por curto período de tempo, a recidiva do quadro é frequente. Outra causa de recidiva é que muitas pessoas usam cremes que, além do antifúngico, possuem corticosteroides. Apesar de diminuírem a inflamação, podem causar diminuição da imunidade local, favorecendo a proliferação dos fungos.

Além da frieira, a micose de unha também é comum e os fatores de desenvolvimento são os mesmos, porém, o tratamento é mais prolongado. Em alguns casos, é necessário uso de antifúngicos orais, mas estes exigem monitorização da função hepática, pois são medicamentos potencialmente tóxicos para o fígado.

O tratamento local da micose de unha é feito com esmaltes antifúngicos, que são utilizados de uma a duas vezes por semana por período prolongado (de seis a 12 meses). Como o tratamento é mais complicado, recomenda-se realização de exame micológico direto [relativo à micologia, estudo de fungos] e cultura da unha para confirmação do diagnóstico, pois existem outras doenças que simulam o mesmo quadro.

Nas melhores piscinas, sejam em clubes, academias ou públicas, se for constatada a micose, o nadador não receberá o atestado de aptidão para frequentar o local. Portanto, para evitar transtornos, procure o seu dermatologista e evite correr riscos.

Dra. Luciane Botelho

Dermatologista formada pela UNIFESP