Seis vezes Alshammar

24/06/2016

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A nadadora sueca Therese Alshammar – Foto: Gian Mattia D’Alberto/Lapresse

O dia 12 de agosto de 2016 vai entrar para a história da natação olímpica. Não estamos nos referindo a final dos 800m livre feminino que acontece a noite e pode consagrar Katie Ledecky. Falamos das eliminatórias dos 50m livre feminino. Em alguma das séries uma veterana atleta caíra na água para competir pela sexta vez na carreira em Jogos Olímpicos.

Trata-se da sueca Therese Alshammar. Aos 38 anos ela foi confirmada hoje pelo Comitê Olímpico Sueco como membro da delegação do país no Rio de Janeiro. A velocista nadará apenas os 50m livre. Assim que ouvir o sinal para largar do bloco de partida ela se tornará a primeira nadadora a atingir a marca de meia-dúzia de Olimpíadas. Vai igualar seu compatriota Lars Frölander e o turco Derya Büyükuncu que são até hoje os únicos a nadarem seis vezes.

Nesses 20 anos que separam sua estreia olímpica em Atlanta-1996 e sua provável despedida no Rio-2016, Alshammar tornou-se uma das nadadoras mais vitoriosas de sua geração. Ganhou três medalhas em Jogos Olímpicos (prata nos 50m e 100m livre e bronze com o 4x100m livre em Sydney-2000), soma 25 subidas ao pódio em Mundiais de longa e  curta, além de conquistar 43 medalhas em Campeonatos Europeus. Some-se a isso mais quatro recordes mundiais, dois títulos da Copa do Mundo da Fina e o prêmio de melhor nadadora do mundo pela Fina em 2010.

Alshammar vai nadar pela sexta vez uma Olimpíada - Foto: Arena/Divulgação

Alshammar vai nadar pela sexta vez uma Olimpíada – Foto: Arena/Divulgação

Após o sexto lugar nos 50m livre em Londres-2012 parecia que a carreira da sueca havia chegado ao fim. Casada com seu técnico Johan Wallberg, ela engravidou e deu a luz ao filho Fred em 2013. Porém, a saudade das piscinas falou mais alto e ela voltou a nadar. Ao disputar o Aberto de Estolcomo este ano marcou 24s95, índice A exigido pela Fina.

Em Pequim-2008 a americana Dara Torres disputou os Jogos com 41 anos. Mais uma motivação para Alshammar quem sabe buscar uma vaga em Tóquio-2020.

Por Guilherme Freitas

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