Sem perdão: Ledecky e Sun Yang cumprem escrita

05/08/2015

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O quarto dia de natação em Kazan foi bastante agitado, dentro e fora d’água. Dentro novas vitórias dos gigantes Sun Yang e Katie Ledecky. Fora o corte de Cesar Cielo que foi o assunto da jornada. Mas comecemos pelo que aconteceu dentro da piscina.

Atual campeão olímpico e mundial dos 200m borboleta, Chad Le Clos seria a aposta certa para a vitória em um eventual bolão, porém o sul-africano parece não estar na melhor forma física. Depois de falhar em ir ao pódio nos 50m, ele sofreu demais na final dos 200m e foi superado pelo veterano Lazslo Cseh. O húngaro, que também havia ido ao pódio nos 50m, não se intimidou com o sul-africano que crescia no fim de prova e controlou muito bem a prova para vencer 1min53s48, apenas 20 centésimos a frente de Le Clos. O jovem polonês Jan Switkowski levou o bronze com 1min54s10.

O nome deste campeonato até o momento chama-se Katie Ledecky. Depois do ouro nos 400m livre e a avassaladora vitória nos 1500m livre, a americana adicionou uma nova medalha de ouro para sua galeria, desta vez nos 200m livre. Com um ótimo fim de prova ela engoliu suas adversárias na reta final para triunfar de novo nas águas de Kazan com 1min55s16. Provavelmente terminará o Mundial com impressionantes quatro vitórias dos 200m os 1500m, um feito inédito. Até hoje, desde os Jogos de Londres-2012, ela nunca perdeu uma prova em competições grandes. Ao seu lado no pódio, a experiente Federica Pellegrini (sexta medalha consecutiva nesta prova em Mundiais) e Missy Franklin.

Depois de um bate-bate de recordes mundiais nas eliminatórias e semifinais dos 50m peito, o último a bater a marca venceu. Adam Peaty fez uma prova impecável e garantiu seu segundo ouro em Kazan. Com o melhor tempo de reação de todos os finalistas (0s57) ele encaixou bem seu nado para triunfar com 26s51, superando o sul-africano Cameron van der Burgh. Se a disputa pelo ouro não foi tão emocionante a pelo bronze foi definida por apenas um centésimo, com o americano Kevin Cordes levando a melhor sobre o brasileiro Felipe França. Falta apenas mais uma etapa para Peaty atingir seu principal objetivo no Mundial, e justamente a mais difícil: vencer os 200m peito e ser o primeiro a vencer todas as provas de peito em um só campeonato.

Sun Yang já havia dado mostras de que estava de volta. Depois das polêmicas em seu país e a suspensão por doping, o gigante chinês utilizou a mesma tática vitoriosa dos 400m livre para conquistar também os 800m. Deixando o italiano Gregorio Paltrenieri abrir e comandar a prova, o chinês cresceu muito nos últimos 100 metros para vencer com 7min39s96 e sagra-se tricampeão mundial na distância. O italiano Paltrenieri também estava eufórico afinal, com 7min40s81 bateu o recorde europeu. Depois de vacilar inacreditavelmente nos 400m livre, o australiano Mack Horton levou o bronze.

E para fechar o quarto dia de natação em Kazan uma prova que veio para ficar: os revezamento mistos. Na provado 4x100m medley um recorde mundial para equipe britânica composta por Chris Walker-Hebborn, Adam Peaty, Siobhan O’Connor e Francesca Halsall que sobrou e cravou 3min41s71. Estados Unidos (3min43s27) e Alemanha (3min44s13) completaram o pódio.

 

Thiago Pereira esta na final dos 200m medley - Foto: Satiro Sodre/SSPress

Thiago Pereira esta na final dos 200m medley – Foto: Satiro Sodre/SSPress

 

Sem Cielo, mas com finais

Os seis brasileiros que caíram na piscina para suas provas individuais saíram sorridentes pela manhã, todos classificados, e prontos para os pequenos ajustes para a segunda queda n’água. Já nas semifinais, se colocaram entre os oito quatro nadadores: Etiene Medeiros, segundo tempo nos 50m costas, Thiago Pereira e Henrique Rodrigues nos 200m medley, e Marcelo Chierighini nos 100m livre. Mesmo Joanna Maranhão (200m borboleta) e Matheus Santana (100m livre), que ficaram fora da final, saíram contentes por suas marcas e participações.

Felipe França, que nadou a final dos 50m peito, lamentou a unha roída na véspera da prova: por um centésimo, perdeu a medalha de bronze. “Acontece, com essa diferença não dá pra justificar que saí mal, saí bem… poderia ter sido a meu favor esse um centésimo”, concluiu. A maior vitória do atleta, que vem galgando seu retorno ao cenário internacional da natação, é ser capaz de nadar outra vez a prova que tanto demanda resistência física, os 200m peito, nesta quinta-feira.

Por Mayra Siqueira e Guilherme Freitas

A equipe Swim Channel no Mundial de Kazan é patrocinada pela Finis, a melhor tecnologia para natação.

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