Vinicius Lanza: a dificuldade das escolhas

Nadador abriu mão de sua participação no Campeonato Mundial de Piscina Curta visando a temporada americana e o ano de 2019

25/10/2018 - Katarine Monteiro

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Vinicius Lanza- Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA
Vinicius Lanza- Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Vinicius Lanza- Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Vinicius Lanza- Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Aos 21 anos Vinicius Lanza atleta da Indiana University e do Minas Tênis Clube chegou a uma difícil decisão. Chegando a sua primeira seleção absoluta neste ano, ele conquistou vaga para o Campeonato Mundial em piscina curta (25m) de Hangzhou, na China, em dezembro, mas teve que abrir mão de sua vaga visando a temporada americana e o ano 2019.

“Conversei com os meus técnicos para compreender melhor a situação. Não queria abrir mão daquilo que eu tanto busquei, mas não teve jeito. Viagem longa, em data cheia de provas, em um momento crucial do treinamento aqui na temporada americana. Estou fora do Mundial, de novo”, comenta o nadador.

O mineiro estuda Animal Behavior (espécie de Zoologia) e treina desde 2016 na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Ele ficou de fora da Olimpíada do Rio-2016, por cinco centésimos. No ano seguinte, mudança no critério de classificação para o Mundial de Budapeste e ficou de fora mais uma vez.

Ano passado ele teve uma de suas melhores temporadas. Em fevereiro na conferência B1G Ten conquistou sete medalhas de ouro. Março foi vez da NCAA. Medalha individual, ouro no revezamento, seus melhores tempos. Em 2018 obteve seu primeiro grande resultado a nível internacional. Foi medalhista de bronze nos 100m borboleta no Pan-Pacífico de Tóquio, em agosto.

“Me vi ali, do lado de gigantes, na piscina e na própria seleção brasileira. Eu queria isso demais. E, de novo, eu tive que escolher. Abri mão dos 200m medley pra focar no 100m borbo, já que eram provas seguidas. Perto de repetir o meu melhor tempo, fui bronze vestindo a camisa do meu país. Que experiência!”, conta Lanza.

No Finkel ele alcançou três índices para a competição o que lhe garantiu a presença na China, campeonato que abriu mão. “Dessa vez foi por escolha. Entendo isso como um privilégio, sabe? Treinei tanto para poder chegar no lugar que estou e para que este lugar possa me permitir fazer escolhas. Escolhas que eu fiz a vida inteira, com foco em um objetivo final que sempre foi o mesmo: os Jogos Olímpicos. A jornada até Tóquio vai ser gigante”, comenta o nadador.

Lanza se concentra agora em 2019,  ano de Campeonato Mundial em piscina longa (50m) de Gwangju na Coreia do Sul e os Jogos Pan-Americanos de Lima no Peru. “Também será o meu último ano de NCAA. O foco é esse: treinar bastante para que as minhas escolhas possam ir abrindo meu caminho até o meu sonho. E torcer para que essas escolhas continuem dando certo”, finaliza.

Sem Lanza o Brasil terá 20 representantes no Mundial entre eles os experientes Cesar Cielo, Etiene Medeiros e Nicholas Santos. O Mundial na China ocorrerá de 11 a 16 de dezembro.

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Indiana University Minas Tênis Clube natacao NCAA Vinícius Lanza

Katarine Monteiro

Jornalista da SWIM CHANNEL.

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