A árbitra brasileira Marcella Braga é um dos destaques do Programa de Liderança Feminina no Polo Aquático promovido pela World Aquatics em parceria com a KAP7. A iniciativa reúne treinadoras e oficiais técnicas de diferentes países com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento profissional e ampliar a presença feminina em cargos de liderança na modalidade.
Com uma trajetória que começou dentro d’água, Braga construiu carreira como jogadora por mais de uma década, chegando a defender seleções de base. Após encerrar o ciclo competitivo, iniciou sua transição para a área técnica como treinadora, mas encontrou na arbitragem um novo caminho: mais dinâmico e alinhado ao seu perfil.
“A arbitragem é um mundo completamente diferente. As decisões precisam ser tomadas em segundos, e isso exige leitura de jogo e confiança. É desafiador, mas é isso que me motiva”, afirma.
A brasileira também destaca os desafios enfrentados pelas mulheres no polo aquático, desde a época em que ainda atuava como atleta. Segundo ela, a disparidade de oportunidades entre homens e mulheres ainda é uma realidade, o que reforça a importância de iniciativas como o programa.
“No início foi difícil, porque a maioria dos árbitros são homens. Eu sentia que precisava provar constantemente minha capacidade. Hoje me sinto mais preparada, mas sabemos que ainda há um longo caminho”, completa.
Atualmente árbitra de nível Bronze da World Aquatics, Braga já soma experiências relevantes no cenário internacional, incluindo participação no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Singapura. Para ela, o programa representa um passo importante não apenas em sua carreira, mas também no fortalecimento da presença feminina no esporte.

Além do desenvolvimento técnico, a iniciativa oferece ferramentas voltadas à liderança, comunicação e posicionamento profissional, incluindo o uso de plataformas digitais e inteligência artificial. Um dos destaques foi a realização de um mapeamento comportamental das participantes, identificando نقاط fortes e oportunidades de evolução.
“Entender nosso perfil ajuda muito na forma como nos comunicamos e lideramos. Isso faz diferença dentro e fora das competições”, explica.
Com olhar voltado para o futuro, Marcella Braga pretende seguir avançando na arbitragem internacional e, ao mesmo tempo, contribuir para a formação de novas profissionais no Brasil.
“Quero abrir caminho para outras mulheres. Precisamos de mais pessoas qualificadas e com visão para desenvolver o polo aquático no país”, conclui.
Texo original: World Aquactics- https://www.worldaquatics.com/news/4484107/women-in-water-polo-leadership-programme-marcella-braga-on-blowing-the-whistle-for-change
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