Em meio a maior participação feminina no esporte, o Comitê Olímpico Internacional (COI) busca atingir a igualdade de gênero em Jogos Olímpicos. Em Tóquio-2020 as mulheres serão cerca de 49%, um número muito superior a da primeira participação delas em Paris-1900 que foi de pouco mais do que 2%. E provavelmente será na capital francesa que a igualdade total de 50% deverá ser sacramentada, com o mesmo número de atletas homens e mulheres competindo.
Aproveitando que os Jogos se aproximam e a participação feminina vem crescendo, trazemos aqui como foi a inclusão das mulheres nas modalidades aquáticas em Jogos Olímpicos. E foi uma longa história, começando pelos primórdios da tímida presença feminina na natação e saltos ornamentais em 1912 até inclusão igualitária das águas abertas com o mesmo número de mulheres e homens nadando em Pequim-2008. Confira abaixo:

Natação
A primeira participação feminina na natação aconteceu nos Jogos de Estocolmo, na Suécia, em 1912. Nesta Olimpíada as mulheres disputaram apenas duas provas: 100m livre e 4x100m livre. A australiana Fanny Durack foi a primeira campeã olímpica da história ao vencer os 100m livre. Na prova de revezamento o título ficou com a equipe do Reino Unido. Ao todo 27 atletas nadaram a prova individual dos 100m livre e quatro equipes se enfrentaram no revezamento.

Saltos Ornamentais
Assim como na natação, os saltos tiveram a primeira participação feminina também nos Jogos de Estocolmo em 1912. As mulheres só puderam disputar a prova da plataforma de 10 metros e a presença foi massivamente sueca com 12 das 14 saltadoras representando o país sede. E a primeira medalha de ouro nos saltos ficou com a atleta da casa, Greta Johansson em uma dobradinha sueca com Lisa Regnell em segundo e com a britânica Isabelle White ficando a medalha de bronze.

Nado Artístico
A modalidade passou a integrar o programa olímpico nos Jogos de Los Angeles-1984 com as disputas das provas de solo e dueto. Na solo participaram do evento 17 nadadoras, entre elas a brasileira Paula Carvalho. Já no dueto foram 18 duplas, Paula competindo ao lado da irmã Tessa. Os Estados Unidos venceram as duas provas, Traice Ruiz foi campeã no solo e no dueto ao lado de Candy Costie. O Canadá levou a medalha de prata nas duas provas, assim como o Japão que ficou com o bronze em ambas.

Polo Aquático
Com 100 anos de diferença finalmente as mulheres puderam disputar a modalidade que os homens já jogavam desde Paris-1900. A estreia feminina se deu em Sydney-2000 e apenas seis equipes participara dos Jogos: Austrália, Estados Unidos, Holanda, Rússia, Canadá e Cazaquistão. Atuando em casa o time australiano contou com o apoio da torcida e bateu as americanas na final por 4 a 3. O bronze ficou com a Rússia que bateu a Holanda pelo mesmo placar. A holandesa Daniëlle de Bruijn, a russa Sofia Konukh e a australiana Bridgette Gusterson foram as artilheiras com 11 gols cada.

Maratona Aquática
Esta foi a última modalidade aquática a fazer parte do programa olímpico e com igualdade entre homens e mulheres, já que ambos estrearam juntos e com o mesmo número de atletas para cada sexo: 25 ao todo. Entre as mulheres duas brasileiras estiveram em ação, Ana Marcela Cunha que ficou em quinto lugar e Poliana Okimoto que terminou em sétimo. A primeira campeã olímpica foi a russa Larisa Ilchenko. Uma curiosidade foi a participação da sul-africana Natalie du Toit que é amputada de uma perna e terminou os 10 km em 16º lugar.



































