Caiu aquele que era o recorde mundial mais antigo da natação feminina Em 21 de outubro de 2009, a chinesa Liu Zige nadou os 200m borboleta em 2min01s81 durante o Campeonato Nacional da China. A marca ficou em vigor por 16 anos e oito meses, ou 5922 dias, até ontem quando a canadense Summer McIntosh estabeleceu uma nova era na distância ao marcar 2min01s65.
A jovem canadense já vinha há algum tempo ameaçando a marca de Zige. Em 2024, nos Jogos Olímpicos de Paris, ela nadou para 2min03s03. Em junho de 2025 marcou 2min02s26 na seletiva canadense para o Mundial e no mês seguinte, já no Mundial de Singapura, nado para 2min01s99. O que todos sabíamos é que era uma questão de tempo para que este recorde mundial fosse derrubado.

E este dia chegou ontem, 5 de julho de 2026. Durante a seletiva canadense para o Campeonato Pan-Pacífico e os Jogos do Commonwealth, McIntosh venceu os 200m borboleta com o expressivo tempo de 2min01s65, tendo como parciais: 27s45, 58s21 (30s76), 1min29s73 (31s52) e 2min01s65 (31s92). Uma performance impressionante que inaugura uma nova era na distância.
Com esse resultado, McIntosh tem agora sete recordes mundiais em seu poder. Na piscina longa, além dos 200m borboleta, ela também é a mais rápida na história dos 400m livre (3min54s18), 200m medley (2min05s70) e 400m medley (4min23s65). Já na curta, ela tem os recordes nos 400m livre (3min50s25), 200m borboleta (1min59s32) e 400m medley (4min15s48).

O recorde batido por McIntosh era o último da natação feminina feito na era dos trajes tecnológicos. Agora a marca mundial da natação mais antiga em vigor pertence a sueca Sarah Sjöström, nos 50m borboleta em 2014. Na natação masculina ainda existem cinco recordes mundiais estabelecidos na era dos trajes tecnológicos, sendo três em provas individuais e dois em revezamento.
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