Ontem, na noite de encerramento da etapa final da 2025 World Aquatics Swimming World Cup, realizada em Toronto (Canadá) de 23 a 25 de outubro de 2025, em piscina curta, vivenciou-se uma jornada espetacular.
A competição, constituída por três etapas (Carmel, Westmont nos EUA, e Toronto no Canadá), teve seu clímax na noite final em Toronto, com nada menos que cinco recordes mundiais sendo estabelecidos .
Os recordes mundiais e seus protagonistas

A noite em Toronto foi aberta com um feito histórico de Lani Pallister, da Austrália, que brilhou nos 800 metros livre. A jovem nadadora completou a prova em 7min54s00, derrubando o recorde mundial anterior de 7min57s42, pertencente à ninguem menos que a americana Katie Ledecky desde novembro de 2022.
Na sequência, outra australiana roubou os holofotes. Kaylee McKeown, campeã olímpica e referência do nado costas, superou a si mesma nos 200 metros costas, cravando 1min57s33 e baixando o próprio recorde mundial que havia registrado apenas uma semana antes. O feito reforçou sua consistência e impressionante capacidade de evolução em tão curto intervalo, consolidando McKeown como um dos maiores nomes da história no nado de costas

Entre os homens, quem comandou o espetáculo foi o húngaro Hubert Kos, depois de ter quebrado o recorde mundial dos 200m nado costas com 1min45s12, agora foi a vez dos 100m nado costas. O hungaro nadou para 48s16 superando o antigo recorde mundial do norte-americano Coleman Stewart (que tinha 48s33)

Na prova de 200m peito uma surpreendente superação da barreira dos 2 minutos e agora o recorde mundial pertence ao Holandês Casper Corbeau com a impressionante marca de 1min59s52.

Quem também deixou sua marca de forma contundente foi a norte-americana Kate Douglass, que fechou a etapa com um feito inédito. Vencendo os 100 metros livre, Douglass tornou-se a primeira mulher da história a nadar abaixo da barreira dos 50 segundos em piscina curta, ao registrar 49s93. O recorde anterior — 50s19, também dela — havia sido estabelecido apenas uma semana antes, em Westmont. A façanha colocou Douglass em um patamar histórico, simbolizando o avanço técnico e físico das velocistas no cenário mundial.
Premiação valorização dos recordes
Além dos resultados impressionantes dentro d’água, a etapa final da Copa do Mundo de Natação em Toronto também foi marcada por uma das maiores premiações já distribuídas em uma edição do circuito. Ao todo, US$ 1,55 milhão foram concedidos pela World Aquatics ao longo das três etapas da série — Carmel, Westmont e Toronto — em reconhecimento não apenas aos melhores desempenhos, mas também à consistência dos atletas durante todo o campeonato.
Os atletas que quebraram recordes mundiais receberam US$ 10 mil por feito, o que deu um sabor ainda mais especial à noite de Toronto, marcada por cinco novas marcas globais. Havia também premiações para conquistas estratégicas dentro da série: quem vencia a mesma prova nas três etapas recebia o cobiçado bônus “Triple Crown”, também no valor de US$ 10 mil, enquanto aqueles que conseguiam impedir outro atleta de conquistar essa tríplice vitória ganhavam o curioso prêmio “Crown Buster”, equivalente a US$ 2,5 mil.
No balanço final, os grandes nomes da temporada foram recompensados à altura. A norte-americana Kate Douglass, que brilhou com recordes e vitórias consecutivas, encerrou a série como campeã geral feminina, somando cerca de US$ 182 mil em premiações. No masculino, Hubert Kos, da Hungria — autor de dois recordes mundiais em Toronto —, também figurou entre os atletas mais bem pagos da edição, consolidando sua posição como um dos nomes mais promissores da natação mundial.



































