Há exatos 33 anos, a natação brasileira celebrava um recorde mundial. Naquele 7 de julho de 1993, o quarteto de velocistas Gustavo Borges, Fernando Scherer, José Carlos Souza Júnior e Teófilo Laborne superava a marca mundial no 4x100m livre em piscina curta durante o Troféu José Finkel, na piscina do Clube Internacional, em Santos, com o tempo de 3min13s97.
O recorde mundial foi bastante celebrado pela comunidade aquática, já que era a primeira vez na história que o Brasil obtinha uma marca mundial em revezamento. Meses depois o mesmo quarteto conquistaria um inédito título mundial de piscina curta no campeonato de Palma de Mallorca. A marca se manteve intacta por dois anos até ser batida por outro revezamento brasileiro em 1998 com Xuxa, Gustavo, Carlos Jayme e Alexandre Massura.
Além do feito histórico, o recorde deixou legados para a natação brasileira dentro e fora da piscina. Dentro inspirou futuras gerações de velocistas, que inclusive levaram o 4x100m livre ao podio olímpico, sete anos depois, e a presenças marcantes em pódios de campeonatos mundiais e títulos pan-americanos. Fora das piscinas inspirou ações sociais como a criação do Instituto Teo Laborne.
Em 2023, durante a celebração dos 30 anos do recorde mundial, o Instituto que leva o nome do nadador foi fundado em Minas Gerais. Esta organização sem fins lucrativos foi criada buscando realizar ações de educação, inclusão social e prevenção ao afogamento, tendo o histórico recorde mundial como uma inspiração.

Atualmente o Instituto coordena o Projeto Alfabetização Aquática, que utiliza a educação aquática como ferramenta de desenvolvimento infantil, inclusão social e prevenção ao afogamento que vem sendo aplicado à crianças da rede pública da cidade mineira de Congonhas com aulas realizadas no Parque Ecológico da Cachoeira. A metodologia contempla adaptação ao meio líquido, respiração, flutuação, coordenação motora e iniciação à natação, promovendo autonomia, confiança e segurança dentro da água.
“A conquista daquele recorde foi um momento histórico para a natação brasileira, mas acredito que o maior legado que podemos construir é aquele que permanece na vida das pessoas. Ver crianças aprendendo a nadar, desenvolvendo confiança e segurança dentro da água mostra que o esporte pode transformar realidades e salvar vidas”, afirma Teofilo Laborne, fundador do Instituto.

A relevância do trabalho de conscientização é reforçada pelos dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), que apontam o afogamento entre as principais causas de morte acidental de crianças de 1 a 4 anos no Brasil. Para conhecer mais sobre o Instituto Teo Laborne clique aqui: https://www.teolaborne.com.br/instituto/.
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