Os rumores já circulavam desde Paris 2024, e se confirmou nesta semana. Sharon van Rouwendaal anunciou sua aposentadoria do esporte em longa postagem nas redes sociais. Um multi agradecimento que incluiu treinadores e pessoas que contribuiram com sua carreira de dois títulos olímpicos e 31 medalhas internacionais.
Van Rouwendaal competiu pela última vez na vitória de Paris em 2024 e desde então vem dando clínicas e participando de eventos. Recentemente, ela esteve no Mundial de Singapura a convite da World Aquatics acompanhando as provas de águas abertas.
Natural de Baarn, nos Países Baixos, van Rouwendaal completará 32 anos de idade nesta terça-feira. Mesmo sendo uma nadadora de destaque desde a juventude, sua carreira explodiu quando foi morar no exterior. Primeiro na França, onde sob o comando de Phelippe Lucas foi bronze nos 200m costas do Mundial de Shanghai em 2011 além de olímpica em Londres, então somente nas provas de piscina.

Foi treinando com Lucas que ela fez a transição progressiva para as águas abertas. Em 2014 foi campeã europeia pela primeira vez nos 10 quilômetros. A consagração veio com o título olímpico dos Jogos do Rio 2016.
Pouco antes da Pandemia se transferiu para a Alemanha onde foi treinar com Bernd Beckan ganhando a prata olímpica de Tóquio 2020 e fechando com o ouro de Paris 2024.
Entre Jogos Olímpicos, Mundiais dos Esportes Aquáticos, Mundiais de Piscina Curta, Campeonatos Europeus de Curta e Longa, são 31 medalhas conquistadas, 14 ouros, 12 pratas e cinco bronzes. Termina sua carreira com 12 recordes nacionais dos Países Baixos em provas como 400m, 800m e 1500m livre, 200m borboleta, 200m costas, 400m medley, além de revezamentos. Alguns destes recordes em piscina longa e curta.

O Brasil tem sido um capítulo muito grande na história da nadadora. Além do ouro olímpico do Rio 2016, ela tem sua irmã morando em São Paulo, e já participou de inúmeras provas no solo brasileiro, incluindo etapas do Rei e Rainha do Mar, Amazonas Challenge entre outras. No ouro de Paris, ela termina a prova e beija o punho onde tinha uma tatuagem do seu cachorro (Rio) que havia recentemente falecido. Um dos primeiros abraços ao final de sua conquista foi da brasileira Ana Marcela Cunha, talvez a maior rivalidade feminina da história da modalidade.
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