E deu Alemanha na prova do revezamento misto 4×1500 km em Singapura. Fechando o cronograma das provas de águas abertas neste Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, a Praia de Sentosa presenciou uma grande prova, onde estratégia, superação e espírito de equipe foram os diferenciais. Mas quem tem Florian Wellbrock tem uma vantagem a mais. E ele fez a diferença, de novo. O nadador conduziu a Alemanha para a vitória no revezamento e terminou com 100% de aproveitamento: quatro vitórias em quatro provas disputadas. Um feito inédito em Mundiais.
Uma das grandes questões da prova foi justamente a melhor ordem de formação das equipes. Das 23 equipes que disputaram o evento, algumas abriram com uma mulher, outras, caso do time brasileiro, colocaram suas duas mulheres para abrir. Porém, todas as principais favoritas fecharam com homens. Mas ao fim da prova, a dúvida permanece e ninguém talvez saiba qual é a melhor estratégia, já que a Alemanha intercalou mulheres e homens e Itália e Hungria abriram com duas mulheres e fecharam com dois homens.

A primeira volta foi bastante aleatória, com as principais equipes nadando próximas e abrindo com mulheres. Por isso, a Tailândia liderou com o jovem Ratthawit Thammananthachote passando a frente. Porém, os tailandeses foram logo superados pelos times da França, Alemanha e Austrália que com Marc-Antoine Olivier, Oliver Klemet e Nicholas Sloman, respectivamente, buscaram abrir o máximo de distância possível já que Brasil, Itália, Hungria e Estados Unidos estavam com suas segundas nadadoras na água. Ao término da segunda volta, a França liderava.
A terceira volta começou a decidir a prova de revezamento, com um primeiro pelotão se formando com cinco equipes: Alemanha, França, Itália, Austrália e Hungria. Um pouco mais atrás, formou-se um outro pelotão com os atletas neutros da Rússia e Estados Unidos. O Brasil acabou ficando um pouco para trás, numa isolada oitava colocação. Nesta perna, chamaram a atenção a grande recuperação de Marcello Guidi para Itália e Kristof Rasovsky para a Hungria, que conseguiram diminuir bastante a diferença aberta por França e Alemanha.

O final de prova foi eletrizante com todas as demais quatro equipes de olho no alemão Florian Wellbrock, que como sempre, assumiu a liderança e ditou o ritmo, deixando os demais na sua esteira. Na última boia, o time australiano ficou para trás e os demais tentaram um ataque final a Wellbrock, mas o alemão seguiu firme e forte na liderança. Gregorio Paltrinieri e David Betlehem tentaram cercar Wellbrock, mas ele não deu chances e bateu na frente para ratificar sua soberania no Mundial de Singapura.
No fim, o time alemão formado por Celine Rieder, Olivier Klemet, Isabel Gose e Florian Wellbrock sagrou-se campeão mundial com tempo total de 1h09min13s3. Prata para o quarteto italiano formado por Barbara Pozzobon, Ginevra Taddeucci, Marcello Guidi e Gregorio Paltrinieri que marcou 1h09min15s40. E bronze para os húngaros com tempo total de 1h09min16s70. O time da Hungria teve os atletas Bettina Fabian, Viktoria Farkas, Kristof Rasovsky e David Betlehem.

O time brasileiro terminou a prova em oitavo lugar com o tempo de 1h00min00s00. Referente as parciais da equipe, Ana Marcela Cunha abriu sua parcial na 12ª colocação. Viviane Jungblut terminou na 11ª colocação. Matheus Melecchi recuperou algumas colocações passando em oitavo lugar. Já Luiz Felipe Loureiro conseguiu manter a posição e terminou na oitava colocação geral. Os resultados completos da prova de revezamento podem ser conferidos aqui: https://www.worldaquatics.com/competitions/4725/world-aquatics-championships-singapore-2025/results?disciplines=&event=76b3dca4-8a2e-4e15-bc43-1026d4e77e4d&unit=finals.
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