Criado em 2012, o Swim GP consolidou-se como um dos principais eventos de águas abertas da Europa e ajudou a posicionar Portugal no cenário internacional da modalidade. Em entrevista à SWIM CHANNEL, mídia oficial do evento desde 2012, o criador da prova, Jorge Paulo Pereira, relembrou a trajetória do evento e destacou os fatores que transformaram Cascais, em Portugal, referência global para nadadores de diferentes partes do mundo.
Segundo Jorge Paulo Pereira, desde o início a proposta foi criar uma competição com forte apelo internacional. “O Swim GP nasceu em 2012 e, desde logo, percebemos que seria uma prova com grande potencial internacional, uma prova que atraísse muitos nadadores estrangeiros, tanto pelos cenários únicos, como pela qualidade do evento”, afirmou à SWIM CHANNEL.
A aposta em distâncias longas, como a ultramaratona de 20 km e a maratona de 10 km, também foi estratégica. A ideia era transformar a viagem dos atletas em uma experiência completa para toda a família.
“A razão de termos incluido distâncias mais longas, como a ultra de 20km ou a maratona de 10km, foi também para criar condições que justificam a viagem de mais atletas e dos seus acompanhantes, dar uma experiência inesquecível a nadadores e com toda a oferta turística da região, proporcionar o mesmo a quem os acompanha”, explicou.
Mais do que uma competição, o Swim GP carrega forte ligação com a história marítima portuguesa. Cada percurso passa por cenários simbólicos ligados aos Descobrimentos e à tradição naval do país.
“De Belém parte a Ultra dos 20 km e também dali partiram as caravelas portuguesas para descobrir o mundo. Em Oeiras, de onde saem os 10 km, viveu o Marquês de Pombal. Já em S. Pedro partem os 5km e testemunhou a passagem de grandes navegadores para o Atlântico e Cascais era vila de reis e rainhas, ali o rei D. Carlos esperava os heróis do passado que faziam as primeiras travessias a nado de Lisboa para Cascais”, destacou Jorge Paulo.

O organizador também relembrou o reconhecimento internacional conquistado pelo evento nos últimos anos. O Swim GP foi considerado pela WOWSA (World Open Water Swimming Association) uma das sete melhores provas do mundo e recebeu do governo português o título de evento de interesse nacional.
“A particularidade da nossa Ultra partir no Rio Tejo e entrar mar aberto é de uma beleza extraordinária, assim como nadar na protegida baía de Cascais, com uma simbiose entre a beleza natural e a moldura dos edifícios históricos, fortalezas e a Cidadela”, ressaltou.
Com participantes de mais de 40 nacionalidades, o Swim GP vive um processo constante de expansão. Para Jorge Paulo Pereira, a combinação entre condições naturais, organização profissional e segurança tornou o evento referência na Europa.
“Estamos a um passo de ser um evento de massas. A organização consolidou sua experiência ao longo de 13 anos, oferecendo segurança, qualidade e profissionalismo de forma consistente, proporcionando uma experiência unica é inesquecível a todos”, afirmou.
A relação de Cascais com o esporte e o mar também aparece como um dos pilares do sucesso do evento. Conhecida historicamente como vila de pescadores e destino da realeza portuguesa, a cidade desenvolveu forte tradição esportiva ao longo das décadas.

“Somos uma terra habituada a receber bem há mais de seis séculos. Cascais possui tradição na vela, no Ironman, na natação e revelou muitos campeões para Portugal. Além disso, oferece qualidade hoteleira, cultural e gastronômica que completa toda a experiência do visitante”, disse.
Apesar do crescimento internacional, o Swim GP mantém a filosofia de ser um evento acessível a todos os níveis de atletas, promovendo integração entre profissionais e iniciantes.
“É uma competição para uns, uma forma de diversão para outros, mas sobretudo um evento das famílias, da união e da paixão pela natação. Conseguimos ter nadadores profissionais na mesma prova em que participam atletas amadores, e isso é algo muito bonito”, destacou.
A experiência do participante vai além da prova. A organização investe fortemente em comunicação, suporte ao atleta e estrutura durante toda a semana do evento. “Divulgamos bastante o que Cascais oferece, além da proximidade com Lisboa e Oeiras, praias maravilhosas, gastronomia, hotel oficial. A organização preocupou-se em ter toda a informação bem estruturada no website oficial e presta muita informação nas redes sociais, de forma a retirar duvidas a quem nos visita. Durante a semana do evento há uma estrutura em Cascais junto da Baía para esclarecimento e apoio dos nadadores, temos também uma loja com merchandising, entre outras ações”, contou.
Essencialmente as boas condições naturais, a organização muito focada na experiência do atleta e na postura profissional, que sobressai à maioria do que costumamos ver noutros eventos

Para Jorge, Portugal vive hoje um momento de liderança no desenvolvimento das águas abertas na Europa, graças ao apoio institucional e à visão estratégica do evento.
“O nosso governo, Cascais, Oeiras e Lisboa, entenderam a importância da natação na divulgação da região, da importância desta modalidade para o bem estar das pessoas, pelo que investiram no apoio prestado, de uma forma pouco comum ao que vemos lá fora. Estamos na vanguarda do que melhor se faz na Europa e queremos liderar este processo transformador no futuro, creio que somos o exemplo a seguir e as marcas importantes como a Mormaii e outros parceiros de qualidade aliam-se naturalmente”, concluiu.
A edição deste ano da prova está marcada para os dias 18 e 19 de julho de 2026. As inscrições já estão abertas aqui: https://lap2go.com/pt/event/swim-grand-prix-2026 e promete reunir atletas profissionais, amadores e apaixonados pelas águas abertas em percursos que unem desafio esportivo, turismo e experiências culturais únicas.
Saiba mais sobre o evento aqui: https://swimgp.com/pt/
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