A estreia da prova knockout de 3 km no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos foi um sucesso. As disputas acirradas e as eletrizantes chegadas mostraram que provavelmente esta prova veio para ficar no cronograma do principal evento da World Aquatics. A disputa, que consiste em um formato de baterias eliminatórias, teve o alemão Florian Wellbrock vencendo de novo e celebrando a tríplice coroa em Singapura e a japonesa Ichika Kajimoto subindo no lugar mais alto do pódio pela primeira vez neste Mundial.
O knockout tem um formato bastante dinâmico. A primeira fase tem a distância de 1,5 km e os atletas são divididos em dois grupos. Os dez melhores de cada bateria se classificam para a segunda fase. Em seguida, na semifinal, os 20 atletas nadam mais 1 km e os dez primeiros colocados automaticamente passam para a grande final que terá 500 metros e uma disputa única valendo a medalha.
Após o corte no cotovelo e alguns pontos no local, Ana Marcela Cunha foi liberada pelos médicos para competir e caiu na água para disputar o knockout. Viviane Jungblut, Matheus Melecchi e Luiz Felipe Loureiro também estiveram em ação. Confira abaixo como foram as duas provas.

Prova feminina
A primeira bateria do knockout foi a mais forte, reunindo as principais favoritas. Ana Marcela Cunha e Viviane Jungblut estavam nessa disputa e passaram para a segunda fase nadando no mesmo ritmo do primeiro pelotão. Ana passou em oitavo e Vivi em nono. A segunda fase reuniu as dez melhores de cada bateria e foi bem mais forte. Desta vez, não deu para a dupla brasileira que ficou no meio de um segundo pelotão e acabaram ficando fora por detalhes. Vivi foi melhor, em 12º lugar e Ana veio logo depois em 14º.
Na bateria final a disputa dos 500 metros foi eletrizante. Moesha Johnson saiu na frente e abriu uma boa vantagem, dando pinta de que sustentaria até o final e venceria sua terceira prova em Singapura. Porém, na metade final tudo mudo e as demais nadadoras colaram na australiana. Chegou-se a se formar uma linha com seis atletas lado a lado, numa chegada disputadíssima. Mas ai apareceu a jovem japonesa Ichika Kajimoto que de novo roubou a cena, com um sprint fortísismo deixando todas para trás.

Kajimoto consegiu abrir e venceu com autoridade, tornando-se a primeira japonesa a vencer uma prova nas águas abertas em Campeonatos Mundiais. Foi ainda a primeira campeã mundial na distância combinada de 3 km. Em segundo lugar veio a italiana Ginevra Taddeucci que na reta final conseguiu se desvenciliar das demais nadadoras e chegou a três pratas na competição. Já a medalha de bronze ficou dividida. Moesha Johnson e a húngara Bettina Fabian empataram na terceira colocação.
Os resultados completos da prova feminina do knockout estão disponíveis aqui: https://www.worldaquatics.com/competitions/4725/world-aquatics-championships-singapore-2025/results?disciplines=OW&event=4f7613e4-d4e9-4768-a3e8-520bec655845.

Prova masculina
Assim como no feminino, a dupla brasileira acabou caindo na série mais forte do knockout masculino. Matheus Melecchi e Luiz Felipe Loureiro estiveram ao lado dos principais favoritos, como Florian Wellbrock, Kristof Rasovsky, David Betlehem, entre outros. Mesmo assim eles lutaram até o final por uma vaga na próxima fase, mas não conseguiram chegar no top 10. Melecchi foi melhor colocado na 13ª colocação e Loureiro veio logo atrás, em 15º lugar. Um detalhe é que o tempo feito por Melecchi o colocaria no top 10 da outra bateria, que foi bem mais fraca e teve o italiano Matteo Diodato liderando.
Na segunda bateria tivemos uma boa disputa com vários pesos pesados avançando para a final. Porém, o vencedor de uma bateria da primeira, Diodato, ficou de fora. Na final, mais uma vez tivemos Wellbrock puxando a fila e partindo com tudo para assumir a liderança desde o início. O alemão manteve a mesma coisa que vez nas duas séries anteriores e puxou todo o pelotão, mantendo seu ritmo. Porém, o húngaro David Betlehem tentou em certo momento colocar uma pressão no líder, mas foi em vão. Wellbrock venceu de novo.

O alemão acelerou e não quis nem saber, deixou todo mundo para trás e venceu mais uma em Singapura. Foi o terceiro ouro de Wellbrock, que além do knockout de 3 km, já havia vencido os 5 km e 10 km. Betlehem deu tudo na água e faturou a prata, chegando extenuado ao fim da prova e sendo até atendido pelo corpo médico do Mundial. A medalha de bronze ficou com o francês Marc-Antoine Olivier, repetindo o desempenho dos 5 km.
Os resultados completos da prova masculina do knockout estão disponíveis aqui: https://www.worldaquatics.com/competitions/4725/world-aquatics-championships-singapore-2025/results?disciplines=OW&event=59aba323-f223-44dd-bc31-149026497417.
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