O VAR entrou para a regra oficial da FINA nos Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos desde março de 2020. Embora já tenha sido utilizado de forma de orientação em Gwangju-2019, o Mundial de Budapeste é a primeira vez que o equipamento está sendo operado de forma regulamentar. Ao final dos oito dias de competição, tivemos um total de 37 desclassificações em provas individuais e de revezamento.
Muitas das 37 irregularidades foram feitas em “chamada” dos árbitros de borda, outras dos árbitros operadores de vídeo, mas todas com confirmação do sistema de vídeo e aprovação do árbitro geral. Entre estas operações está a desclassificação inicial do campeão mundial dos 50 metros costas Justin Ress e que depois de protesto da delegação americana tivemos a reversão com a revisão da análise de vídeo.

O dado mais impressionante das 37 desclassificações é, sem dúvida, a quantidade dominante para o nado peito, 78% do total. São 23 desclassificações nas provas de 50m, 100m e 200m peito, além de outras duas em provas de 200m medley e mais quatro em revezamentos 4x100m medley, todas por infração no nado peito.
Entre as 37 desclassificações estão duas de nadadores brasileiros, João Luiz Gomes Jr. na sua chegada da semifinal dos 50m peito e de Caio Pumputis na eliminatória dos 200m medley. Em ambas a chefia da delegação brasileira junto com o head coach da equipe, Felipe Domingues, fizeram consulta pelo ocorrido e tiveram acesso as imagens das infrações.
Um dos árbitros na apresentação do vídeo chegou a mencionar a delegação brasileira que a arbitragem estava “monitorando” as pernadas irregulares de peito, a grande maioria de todas as desclassificações da competição.

O peito tradicionalmente é o estilo que reserva a maior quantidade de infrações em competições, seja nacionais ou internacionais, mas este índice de 62% das provas individuais de peito e de 78% incluindo as infrações de medley mostra que atletas do nado vão precisar ter maior controle e cuidado das ações.
Embora implantado pela FINA desde março de 2020, as regulamentações de VAR só são obrigatórias para as competições de Campeonato Mundial e Jogos Olímpicos, porém, a tendência é de que venha a ser implantado em outros torneios internacionais e até no Brasil.

Confira o registro das desclassificações do nado peito do Campeonato Mundial de Budapeste:
MASCULINO
50m peito – 8 nas eliminatórias, 1 na semifinal
100m peito – 3 nas eliminatórias
200m peito – 4 nas eliminatórias, 1 na semifinal
FEMININO
50m peito – 2 nas eliminatórias, 1 na semifinal
100m peito – 1 na eliminatória, 1 na semifinal
200m peito – 1 na eliminatória
Total de 23 desclassificações
Mais 2 nos 200m medley masculino eliminatórias
Mais 4 nos revezamentos 4x100m medley
Total de 29 desclassificações em 37 da competição
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